igreja de fatima

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sábado, 13 de março de 2010

AR CONDICIONADO ,MANUTENÇÃO, INSTALAÇÃO:

AR CONDICIONADO CONVENCIONAL

http://www.youtube.com/watch?v=5qXZ02EHSrM&feature=player_embedded


Normas gerais para instalação do ar - O aparelho deve ser instalado em relação ao solo a uma altura entre 1,50 m e 1,80 m.

- Se não for possível, deve -se observar uma distância mínima de 0,50 m de qualquer parede.
- Procure instalar o aparelho mais centralizado possível de preferência voltado para a maior área do quarto ou da sala, escritório, etc.
- Se for colocar mais de um aparelho numa mesma parede mantenha uma distância mínima de 1,5 m entre eles.
- O buraco na parede deve permitir o encaixe perfeito de um caixilho , para a fixação do aparelho. A espessura dessa madeira deve ser no mínimo de 2,5 cm.
- As aberturas laterais e superiores do aparelho devem ser sempre voltadas para o exterior e totalmente desobstruídas para que a movimentação do ar no compressor e condensador se processe normalmente.
- A espessura máxima da alvenaria é de 17cm.
- Normalmente pode-se colocar o ponto de força (a tomada) à esquerda ou à direita do aparelho.
- Não se deve cortar ou deixar cortar a fiação elétrica que vem de fabrica.
- Não importa o lado de saída do rabicho (fiação que liga aparelho a tomada) ele pode ser reposicionado do lado que se queira, no momento da instalação, através da retirada da frente plástica do ar.
- Se houver necessidade deve-se trazer a tomada exclusiva para mais perto do aparelho.
- Os aparelhos devem ser instalados com uma pequena inclinação de 1cm na base. Para facilitar o escoamento da água.
- Pode-se fazer uma ligação simples (com um tubo de plástico) do ponto de dreno à rede de drenagem ou a áreas por onde a água possa escoar (jardim, etc.) evitando o pingamento em áreas não apropriadas.
- É normal pingar agua do condicionador.

Eletrica: DisjuntoresUsar disjuntores de boa qualidade, do tipo retardado, com capacidade de 25 a 50% acima da corrente nominal do aparelho.

Ex. para um Condicionador de Ar de 10 A , usar um disjuntor de 12.5 A - 15.0A.
Os disjuntores para proteção devem ser localizados a uma distância máxima de 2 (dois) metros do aparelho.
Fonte: Consul

ASSISTA O VIDEO ABAIXO

http://www.youtube.com/watch?v=5qXZ02EHSrM

1. Procedimento comum a todos


Para fazer a instalação, existem três procedimentos específicos para serem seguidos:
os procedimentos específicos são para: instalação em parede (siga para passo 4), instalação em janela (siga para passo 15), e instalação em vitrô (siga para passo 19).
Após desembalar o produto, remova os dois parafusos localizados nas laterais das capa externa. Esses parafusos servem exclusivamente para o transporte do Condicionador de ar, não sendo necessária sua recolocação (no caso de aparelhos Consul).
2. Procedimento comum a todos

Retire os dois parafusos existentes nas laterias do painel frontal, e então remova.
3. Procedimento comum a todos

Utilizando o puxador, retire o chassis de dentro da capa externa, conforme a figura. Se você quiser instalar o produto na parede siga para o passo 4, na janela 15 e no vitrô 19.

Veja a descrição da imagem:


1. Capa externa      


2. Chassi

3. Painel frontal

4. Preparando a instalação

Escolha entre o caixilho de madeira ou caixa de concreto para fixação.

5. Local de instalação

Faça uma abertura na parede em local livre de pilares, vigas, canalizações de água e eletrodutos, com as seguintes medidas:

Largura 74cm e Altura 47cm.

(Atenção: estas são as medidas mais comuns, mas podem variar de acordo com a marca escolhida e modelo do aparelho, antes de qualquer decisão consulte o Manual do Proprietario.)

.6. Aparafusando o caixilho
Deixar tacos de madeira para parufusar o caixilho.

7. Montando o caixilho
Deixar o caixilho com as seguintes medidas internas:

Altura 41cm, Largura 68 cm, Profundidade 30 cm.

(Obs: espessura da madeira 2,5cm).

8. Caixa de concreto

Se optar por faixa de concreto, esta deve ter aberturas laterais que não obstruam as venezianas, para permitir a circulação de ar.

Fixe a o parelho na caixa de concreto e apoie o aparelho em calços de borracha para absorver vibrações.


9. Fixando a capa


Montar conforme a figura e fixar a capa no caixilho com parafuso de madeira.

Nunca chumbar com argamassa.
10. Vedação

Colocar a vedação entre o Condicionador de ar e o caixilho de madeira.

11. Vedação no concreto
Se for de concreto, vedar até os limites das venezianas laterais.

12. Inclinação do aparelho 

Observe a inclinação correta do seu Condicionador de ar, para que a água condensada escorra adequadamente pelo dreno.

É importante lembrar que só pingará pelo dreno o excesso de água, pois ela será primeiramente utilizada para resfriar o condensador (trocador de calor externo), aumentando o rendimento do produto e diminuindo o consumo de energia.

13. Para paredes espessas

Em paredes espessas, que obstruam venezianas, devem-se fazer chanfros de 45º desde o limite do caixilho até a face externa da parede.

14. Circulação de ar

Em situações onde a circulação de ar seja dificultada, consulte a Assistência Técnica antes de instalar o aparelho.

15. Preparando a instalação

Apoie o aparelho sobre o peitoral da janela sempre que possível, utilizando suportes de ferro.

16. Adequando o caixilho
Siga as mesmas instruções para a instalação na parede (passo 4), mas com um caixilho de profundidade adequada e conforme a janela a ser instalada.

17. Fixando o condicionador na parede


Escolha o suporte metálico e fixe-o na parede de modo a proporcionar a correta inclinação do Condicionador de ar.

18. Vedação

Vede muito bem entre o Condicionador de ar e a janela, remotando o vidro, previamente recortado, no espaço que sobra, em torno da frente do aparelho.

Pequenas aberturas devem ser vedadas com massa de calefetar .

19. Escolhendo o local

Escolha o suporte e evite fixa-lo na própria esquadria.

Fixe-o na parede, evitando qualquer contato entre o Condicionador de ar e o vitrô, para evitar vibrações.

20. Preparando a instalação

Apóie o aparelho sobre os calços de borracha para garantir um funcionamento mais silencioso.

21. Vedação

Para melhor vedação e acabamento, use arremates plásticos no vidro.


                                                           FIM

sexta-feira, 12 de março de 2010

orkut - início

EM BREVE POSTAREI UMA VEZ POR SEMANA,VARIOS ASSUNTOS COMO,POR EXEMPLO,PEQUENOS CONSERTOS DO LAR,COM O TITULO APRENDA FAZENDO.

 

2008-05-15-51168 

orkut - início

INTRODUÇÃO ... SURF


A idéia básica do surfe existe há milhares de anos. Provavelmente começou quando os pescadores polinésios descobriram que pegar uma onda era uma forma rápida de se chegar à margem. No Havaí, o surfe tornou-se gradualmente um esporte e uma expressão de status social - quanto maior a prancha, mais importante é o papel dos surfistas na comunidade.

   EXISTEM ALGUNS REQUISITOS ESPECIFICOS ÀS CONDIÇÕES DE UM BOM SURF.


Quando missionários e colonizadores chegaram ao Havaí, em 1700, a reputação do surfe piorou. Alguns recém-chegados ficaram horrorizados com a idéia de homens e mulheres com roupas apertadas surfarem juntos. Os missionários proibiram o esporte, e a população nativa da ilha recuou diante de uma afluência de colonizadores. Como resultado, a prática do surfe diminuiu até 1900, quando surfistas como George Freeth e Duke Kahanamoku ganharam a atenção do público e da mídia. Isso despertou o renascimento do surfe como uma atividade recreativa.
Como o surfe ganhou popularidade, ele mudou radicalmente. As pranchas havaianas tinham de 3 a 4,9 metros de comprimento e eram feitas de madeira maciça. Podiam carregar uma pessoa das arrebentações à margem, mas eram pesadas e difíceis de controlar. Os surfistas do século XX fizeram melhorias nas pranchas, o que permitiu que eles controlassem como se movimentar nas ondas (em inglês). O uso de novos materiais criou pranchas mais leves e mais fáceis de controlar, enquanto as quilhas e os novos formatos da prancha acrescentaram estabilidade e mobilidade. Em vez de simplesmente levar uma prancha à praia e tentar ficar boiando, os surfistas podiam mudar rapidamente a direção, posicionarem-se com precisão para o impacto de uma onda e mesmo jogarem-se da crista de uma onda.
A capacidade de equilibrar-se e fazer manobras em águas (em inglês) rápidas é surpreendente, mas não é a única coisa incrível do surfe. Existem alguns requisitos específicos às condições de um bom surfe, e essas condições existem somente ao longo das costas do mundo. A construção artificial de ondas ou a mudança da forma como as ondas naturais quebram é difícil, ou até mesmo, impossível - em outras palavras, você pode surfar apenas onde estão as ondas apropriadas. Apesar dessa limitação, o surfe criou um gênero musical, vários filmes, muitas gírias e uma cultura inteira.
Uma razão por trás da popularidade do surfe é que ele não precisa de muitos apetrechos para se começar. Na próxima seção, trataremos das pranchas de surfe.

quinta-feira, 11 de março de 2010

dicas sobre computadores

 VALE A PENA DEIXAR O COMPUTADOR LIGADO O TEMPO TODO?

Essa é uma daquelas perguntas para a qual não se tem apenas uma resposta certa. Em outras palavras, depende de como usamos o nosso computador.
Há pelo menos três situações que nos forçam a deixar nosso computador 24 horas por dia ligado:
•quando estamos em uma rede, e os administradores executam backups dos arquivos (cópias de segurança) e atualizam seus programas à noite. Se esse é o caso e desejamos que nossa máquina seja atualizada e sejam geradas as cópias de segurança, então precisamos deixá-la ligada o tempo todo;
•quando estamos usando nossa máquina como uma espécie de servidor. Por exemplo, o HowStuffWorks possui uma máquina que cria as imagens para o artigo Como funcionam as webcams. Ela precisa ficar ligada 24 horas por dia. Se nossa máquina atua como servidor de arquivo, servidor de impressão, servidor web, etc., em uma rede LAN (local área network) ou na Internet, então precisamos deixá-la ligada o tempo todo;

•se estamos executando algo como SETI@home e desejamos produzir o máximo possível, precisamos deixar nossa máquina ligada o tempo todo.

Se não nos incluímos em nenhuma dessas categorias, então temos a possibilidade de escolher se queremos ou não deixar nossa máquina ligada.

Uma razão para você desejar desligá-la diz respeito à economia. Um PC padrão consome em torno de 300 watts. Vamos supor que usamos nosso PC por quatro horas todos os dias, então as outras 20 horas em que ele fica ligado representam um desperdício de energia. Se a energia elétrica custa 10 centavos por quilowatt-hora (kWh), por exemplo, então 20 horas representam 60 centavos por dia, o que totalizaria mais de R$ 200 por ano.
É possível usar os recursos de uma máquina moderna e cortar esta quantia pela metade. Por exemplo, podemos ter o monitor e o disco rígido desligados automaticamente quando não estiverem em uso. Estamos ainda gastando mais de R$100 por ano.
O principal argumento para deixar nosso computador ligado o tempo todo é que ligando e desligando o PC várias vezes, estressamos os seus componentes. Por exemplo, quando o chip da CPU está em uso, ela pode ficar relativamente quente e, quando o desligamos, a CPU esfria novamente. A dilatação e contração pelo calor provavelmente tem algum efeito nos pontos de solda que sustentam o chip e nos pequenos detalhes do chip. Mas há dois modos de examinar a questão:
•se isso fosse um problema relevante, as máquinas falhariam o tempo todo. De fato, os equipamentos são muito confiáveis (com os programas já é outra história, e existe muito a ser dito para as reinicializações todos os dias);
•você conhece alguém que deixe a TV ligada 24 horas por dia (quer dizer, literalmente)? As TVs possuem muitos dos mesmos componentes dos computadores. Elas certamente não apresentam problemas por serem ligadas e desligadas;
•a maioria dos vendedores irá vender a você uma garantia de 3 anos. Se você está preocupado com isso, gaste parte do dinheiro que está economizando desligando sua máquina, e contrate o serviço. Após três anos, você estará ganhando.

3-  DICAS PARA ESCONDER A TELA DO SEU MICRO NO TRABALHO

por Dave Roos - traduzido por HowStuffWorks Brasil
O escritório moderno apresenta um problema singular. A tecnologia que você usa para fazer seu trabalho é a mesma que você usa para se divertir: um computador com acesso à Internet de alta velocidade.
Você está matando o trabalho, navegando no Facebook, e seu chefe chega de repente. O que você faz pra ele não descobrir sua procrastinação?
Quando o equipamento de escritório consistia de uma máquina de escrever e um mimeógrafo, não havia muitas tentações. Mas agora, do conforto do seu cubículo você pode falar com seus amigos por mensagem instantânea, checar os resultados dos jogos, comprar novos sapatos, assistir a vídeos tolos no YouTube, ler o jornal The New York Time inteiro, jogar videogames e mandar um e-mal para a sua avó.
O que um escravo do cubículo tem a fazer? Você tem de aprender técnicas honoráveis de manter sua procrastinação online um segredo. O truque mais importante é manter longe de vista quaisquer janelas de chat ou de navegador que contenham atividades não relacionadas ao trabalho ao primeiro sinal de que seu chefe está se aproximando. Aqui vão três simples formas de manter a tela do seu computador pra você:

1-  CORRA PARA AREA DE TRABALHO

A maneira mais fácil de tirar qualquer janela suspeita de sua tela (e rápida!) é ir direto à área de trabalho. Nos micros com Windows, o atalho para "limpar" a área de trabalho é pressionar as teclas Windows + D. Nos Mac rodando OS X, pressione a tecla F11. Agora, a única desvantagem aqui é que seu chefe pode se perguntar porque você está sentado olhando para sua área de trabalho vazia. Finja que você está procurando uma pasta, ou pegue o telefone e comece a discar um número qualquer.

 2- A BOA E VELHA MUDANÇA REPENTINA

Se você vai bater-papo ou surfar em sites que não são do trabalho, certifique-se de manter ao menos alguns programas e aplicações relacionadas ao trabalho abertas. Dessa forma você pode rapidamente voltar a um documento Word ou a uma planilha Excel abertos quando a cabeça do seu chefe surgir no seu cubículo. A melhor maneira de alternar rapidamente entre aplicações abertas no PC com Windows é segurar as teclas ALT + Tab. No Mac, aperte as teclas Maçã + Tab.

 3- O BOTÃO DO CHEFE

Acredite ou não, há vários programas disponíveis para download que escondem instantaneamente todas as janelas abertas do seu navegador ou de aplicativos. Esses programas - muitas vezes chamados de Botão do Chefe - podem ser configurados para ativar quando o usuário pressiona determinadas teclas ou arrasta o cursor do mouse para um dos cantos da tela. O que é legal nesses programas é que você pode dizer a eles que aplicações fechar e quais deixar abertas no caso de uma emergência. Por exemplo, se seu chefe aparecer, você pode deixar abertos o Excel e o PowerPoint, mas fechar o MSN, o iTunes, o Twitter e o Facebook.
No fim das contas, claro, você não está realmente enganando ninguém. Se seu chefe suspeitar que você não está fazendo nada durante o trabalho, tudo o que ele tem a fazer é pedir para o administrador de sistemas abrir o log de todas as suas atividades online. Por isso, se você vai gastar metade do seu dia lidando com a organização do campeonato de futebol society no final de semana, ao menos termine seu trabalho antes.

COMO FUNCIONA A LOGICA BOOLEANA
Introdução


Você já se perguntou como um computador é capaz de fazer coisas como controle do orçamento doméstico, jogar xadrez, ou verificar a ortografia em um documento? Há bem pouco tempo, essas coisas só podiam ser feitas por humanos. Agora, os computadores as fazem com aparente facilidade. Como um "chip" feito de silício e fios pode fazer algo que, aparentemente, só poderia ser realizado pelo cérebro humano?
Para entender a resposta para essa pergunta, primeiro você precisa conhecer algo chamado lógica booleana. A lógica booleana, originalmente desenvolvida por George Boole em meados de 1800, permite que uma série de coisas pouco prováveis sejam mapeadas em bits e bytes. O que há de genial sobre a lógica booleana é que, uma vez entendido seu processo, ela (ou pelo menos a parte necessária para compreender as operações de um computador) é absurdamente simples. Neste artigo, vamos começar discutindo "portas" lógicas simples, e depois veremos como transformá-las em algo útil.

Portas simples


Há três, cinco ou sete portas simples que precisamos conhecer, dependendo de como se queira contá-las (logo veremos o motivo). Com elas, podem-se construir combinações que implementarão qualquer componente digital imaginável. Essas portas parecerão um pouco limitadas e incrivelmente simples, mas veremos algumas combinações interessantes nas seções seguintes que as tornarão bem mais inspiradoras. Se você ainda não leu Como funcionam os bits e os bytes, será útil fazê-lo antes de continuar.

A porta mais simples chama-se "inversor", ou porta NOT. Ela usa um bit como entrada e produz seu oposto como saída. Segue abaixo, a tabela lógica para a porta NOT e seu símbolo comummente usado em diagramas de circuitos:



                                      A      Q
                                      0       1                     PORTA NOT
                                      1       0

Nesta figura, perceba que a porta NOT tem uma entrada chamada A e uma saída chamada Q ("Q" é usada para a saída porque se usarmos "O" (do inglês "output") ela pode se confundir com zero). A tabela mostra o comportamento da porta. Ao atribuirmos o valor 0 a A, Q produz um 1. Ao atribuirmos o valor 1 a A, Q produz um 0. Simples.

A porta AND executa uma operação lógica "e" sobre duas entradas, A e B:
                                                                                                                   A  B  Q
                                                                                                                   0   0   0
                                                                                                                   0   1   0
                                                                               1   0   0
                                                                                                                   1   1   1                             Porta AND


A B Q

0 0 0 Se A = 0 E B = 0, Q = 0.

0 1 0 Se A = 0 E B = 1, Q = 0.

1 0 0 Se A = 1 E B = 0, Q = 0.

1 1 1 Se A = 1 E B = 1, Q = 1.

A próxima é a porta OR. Sua idéia básica é "Se A = 1 OU B = 1 (ou se ambas forem iguais a 1), então Q = 1."

                                                                       PORTA OR

A B Q

0 0 0

0 1 1                                                                                                                                                          1 0 1

1 1 1


Portas simples

Há três, cinco ou sete portas simples que precisamos conhecer, dependendo de como se queira contá-las (logo veremos o motivo). Com elas, podem-se construir combinações que implementarão qualquer componente digital imaginável. Essas portas parecerão um pouco limitadas e incrivelmente simples, mas veremos algumas combinações interessantes nas seções seguintes que as tornarão bem mais inspiradoras. Se você ainda não leu Como funcionam os bits e os bytes, será útil fazê-lo antes de continuar.

A porta mais simples chama-se "inversor", ou porta NOT. Ela usa um bit como entrada e produz seu oposto como saída. Segue abaixo, a tabela lógica para a porta NOT e seu símbolo comummente usado em diagramas de circuitos:





Porta NOT

A Q

0 1

1 0





Nesta figura, perceba que a porta NOT tem uma entrada chamada A e uma saída chamada Q ("Q" é usada para a saída porque se usarmos "O" (do inglês "output") ela pode se confundir com zero). A tabela mostra o comportamento da porta. Ao atribuirmos o valor 0 a A, Q produz um 1. Ao atribuirmos o valor 1 a A, Q produz um 0. Simples.



A porta AND executa uma operação lógica "e" sobre duas entradas, A e B:





Porta AND

A B Q

0 0 0

0 1 0

1 0 0

1 1 1





A idéia por trás de uma porta AND é, "Se A = 1 E B = 1, então Q = 1." Podemos notar este comportamento na tabela lógica desta porta. A tabela deve ser lida linha por linha, assim:





Porta AND

A B Q

0 0 0 Se A = 0 E B = 0, Q = 0.

0 1 0 Se A = 0 E B = 1, Q = 0.

1 0 0 Se A = 1 E B = 0, Q = 0.

1 1 1 Se A = 1 E B = 1, Q = 1.







A próxima é a porta OR. Sua idéia básica é "Se A = 1 OU B = 1 (ou se ambas forem iguais a 1), então Q = 1."





Porta OR

A B Q

0 0 0

0 1 1

1 0 1

1 1 1





Essas são as três portas básicas (uma maneira de contá-las). É bastante comum que se reconheçam outras duas também: a porta NAND e a porta NOR. Essas são combinações simples da porta AND ou da porta OR com a porta NOT. Se as incluirmos, a contagem subirá para cinco. Este é o funcionamento básico das portas NAND e NOR (elas são apenas inversões das portas AND e OR):
                                                                      Porta NOR 
A B Q


0 0 1

0 1 1

1 0 1

1 1 0

As duas últimas portas que podem aparecer na lista são as portas XOR e XNOR, também conhecidas como portas "OR exclusivo" e "NOR exclusivo", respectivamente. Estas são suas tabelas:


Porta XOR
A B Q


0 0 1

0 1 1

1 0 1

1 1 0

As duas últimas portas que podem aparecer na lista são as portas XOR e XNOR, também conhecidas como portas "OR exclusivo" e "NOR exclusivo", respectivamente. Estas são suas tabelas:



A BQ                                                                                                                                                                            

0 0 0

0 1 1

1 0 1

1 1 0

Porta XNOR

A B Q

0 0 1

0 1 0

1 0 0

1 1 1

A idéia por trás da porta XOR é: "se A= 1 OU B = 1, mas NÃO ambas, então Q = 1." O motivo pelo qual XOR pode não constar de uma lista de portas é porque ela pode ser facilmente implementada com o uso das três portas listadas originalmente. Esta é uma implementação:

Se tentarmos todos os quatro padrões diferentes para A e B e os rastrearmos através do circuito, veremos que Q se comporta como uma porta XOR. Como existe um símbolo bastante compreensível para as portas XOR, costuma ser mais fácil pensar em XOR como uma "porta padrão" e usá-la da mesma maneira que as portas AND e OR nos diagramas de circuitos.

                                                                     SOMADORES SIMPLES
                   Somadores simples


No artigo sobre bits e bytes, você conheceu a adição binária. Nesta seção, você verá como podemos criar um circuito capaz de executar a adição binária com o uso das portas descritas na seção anterior.

Comecemos com um somador de um único bit. Digamos que, em um dado projeto, seja necessária a adição de bits para que se obtenha uma resposta. Começamos a projetar o circuito verificando todas as combinações lógicas. Podemos fazer isso a partir das quatro seguintes somas:

0 0 1 1

+ 0 + 1 + 0 + 1

0 1 1 10

Tudo vai bem, até que aparece 1 + 1. Nesse caso, você terá de se preocupar com aquele carry bit (bit de transporte) irritante. Se não se importar em transportá-lo (pois, afinal, trata-se de um problema de adição de 1 bit), você poderá resolver esse problema com uma porta XOR. Do contrário, talvez possa reescrever as equações de modo que sempre sejam incluídos 2 bits de saída, assim:

0 0 1 1

+ 0 + 1 + 0 + 1

00 01 01 10

A partir dessas equações, podemos formar a tabela lógica:

Somador de 1 bit com Carry-Out

A B Q CO

0 0 0 0

0 1 1 0

1 0 1 0

1 1 0 1

Observando a tabela, vemos que é possível de se implementar Q com a porta XOR e CO (carry-out) com a porta AND. Simples.

E se quisermos somar dois bytes de 8 bits? Aí fica um pouco mais complicado. A solução mais simples é modularizar o problema em componentes reutilizáveis e replicar os componentes. Nesse caso, é necessária a criação de apenas um componente: um somador binário completo.

A diferença entre um somador completo e o somador que vimos anteriormente é que o somador completo aceita uma entrada A e uma B junto com uma entrada carry-in (CI - "vem um"). Com um somador completo, poderemos enfileirar oito deles para criar um somadorda largura de um byte e deixar transitar o bit de transporte, em cascata, de um somador para o próximo.
A tabela lógica para um somador completo é um pouco mais complicada do que as tabelas que usamos antes, porque agora temos 3 bits de entrada. Fica assim:

Somador Completo de 1 bit com Carry-In e Carry-Out

CI A B Q CO

0 0 0 0 0                      0 0 1 1


+ 0 + 1 + 0 + 1

0 1 1 10


0 0 1 1 0

0 1 0 1 0

0 1 1 0 1

1 0 0 1 0

1 0 1 0 1

1 1 0 0 1

1 1 1 1 1

Há muitas maneiras de se implementar essa tabela. Vamos apresentar um método de fácil compreensão. Verificando o bit Q, vemos que os 4 bits superiores comportam-se como uma porta XOR com relação a A e B, enquanto os 4 bits inferiores comportam-se como uma porta XNOR com relação a A e B. Da mesma maneira, os 4 bits superiores de CO comportam-se como uma porta AND com relação a A e B, e os 4 bits inferiores comportam-se como uma porta OR. Levando em consideração os fatos, o seguinte circuito implementa um somador completo:


Definitivamente, esse não é o método mais eficiente para se implementar um somador completo, mas é de fácil compreensão e bastante lógico. Se for do seu interesse, veja o que se pode fazer para implementar a mesma lógica com menos portas.


Agora, temos uma peça funcional chamada "somador completo". Um engenheiro de computação, então, desenvolve uma "caixa preta", para que os dados fiquem registrados e ele possa deixar de se preocupar com os detalhes do componente. Uma caixa preta para um somador completo seria assim:

Com a caixa preta, é fácil desenvolver um somador completo de 4 bits



                                  
 
 
 


Neste diagrama, o carry-out de cada bit alimenta diretamente o carry-in do próximo bit. Um 0 é conectado ao primeiro bit do tipo carry-in. Se inserirmos dois números de 4 bits nas linhas A e B, a soma de 4 bits aparecerá nas linhas Q com um 1 bit adicional para o último bit do tipo carry-out. Esse encadeamento pode se estender tanto quanto desejável, usando 8, 16 ou 32 bits.


O somador de 4 bits que acabou de ser criado é chamado de somador com propagação do carry (ripple-carry adder). Ele tem esse nome porque os bits de transporte "propagam" de um somador até o próximo. Essa execução é vantajosa por sua simplicidade, mas inconveniente pelos problemas de velocidade. Em um circuito real, as portas levam tempo para mudarem de estado (uma questão de nanossegundos, mas, em computadores de alta velocidade, nanossegundos são significativos). Assim, somadores com propagação do carry de 32 ou 64 bits devem levar de 100 a 200 nanossegundos para terminar sua soma final por causa da propagação do carry . Por esse motivo, os engenheiros criaram somadores mais avançados chamados somadores com carry antecipado (carry-lookahead adders). O número de portas necessárias para implementar o somador com carry antecipado é grande, mas seu tempo para terminar a soma é muito menor.

quarta-feira, 10 de março de 2010

pranchas de surfe

 PRANCHAS DE SURF

O acessório maior e mais caro do surfe é a prancha, que pode custar de R$ 320 a R$ 1.000. Essas pranchas possuem uma série de formatos e tamanhos básicos dentro de duas categorias - as longboards e as pranchinhas. Os dois tipos podem ter quilhas permanentes ou removíveis nas laterais inferiores, assim como tiras de material forte, conhecidas como alças, para ajudar a manter a prancha presa. As laterais das pranchas, chamadas de bordas, podem ser arredondadas ou cônicas de diversas maneiras, de modo a atender às preferências dos surfistas. A parte inferior da prancha, ou a longarina, pode formar uma curva a diferentes graus, mudando conforme o tamanho da área de prancha que está em contato com a água.

PRANCHINHAS E LONGBOARDS

As longboards geralmente têm no mínimo 2,7 metros de comprimento, e algumas chegam a 3,7 metros. Normalmente são menos manobráveis, porém, mais estáveis do que as pranchinhas. As pranchinhas geralmente variam entre 1,5 e 2,1 metros de comprimento e existem em vários formatos. As funboards são um pouco mais largas e funcionam bem para muitas finalidades. As pranchinhas cônicas e longas, conhecidas como canhões, são para surfistas experientes e rebentações excepcionalmente grandes.
Os primeiros surfistas havaianos cortaram e moldaram suas próprias pranchas usando madeira local. Os surfistas de hoje podem escolher de pranchas personalizadas ou pranchas produzidas em massa, conhecidas como pop-outs. Pop-outs receberam esse nome do processo de manufatura - elas surgiram de moldes de fábrica. Os dois tipos geralmente são feitos de espuma de poliestireno ou poliuretano cobertos com fibra de vidro e resina. Para algumas pessoas, esses materiais artificiais contradizem o pensamento ambientalmente correto de muitos surfistas. Uma alternativa é a prancha ecológica, desenvolvida pelo Projeto Eden (site em inglês), feita de madeira de balsa, tecido de cânhamo e resinas derivadas de plantas.
Alguns surfistas seguem os exemplos dos havaianos e dos primeiros surfistas modernos fazendo suas próprias pranchas. Essas pranchas começam como blocos de espuma ou pranchas parcialmente de espuma chamadas folhas. Após modelar a prancha, o surfista veda - ou cobre - a prancha com resina e tecido de fibra de vidro. Você pode assistir a um vídeo explicativo, que demonstra o que é necessário para fazer uma prancha de surfe na Surfline (site em inglês).

ACESSÓRIOS DO SURF

Uma prancha de surfe permite que uma pessoa fique sobre as ondas, mas diversas outras peças ajudam a proteger os surfistas:
•a parafina proporciona uma camada áspera de alta tração nas pranchas, ou na superfície de cima. As parafinas diferentes são mais apropriadas para diferentes temperaturas de água. A camada de parafina ajuda o surfista a ficar na prancha e, gradualmente, vai ficando lisa durante o uso. Os surfistas podem passar nova camada de parafina ou renovar a camada existente usando um pente de parafina;
•os shorts são versões mais fortes dos calções de banho. Com o aumento de mulheres surfistas, os fabricantes desenvolveram shorts que servem para elas;
•as camisetas são peças que secam rapidamente, ajudando a prevenir irritações, arranhões e lesões com o impacto na água. Muitas camisetas também oferecem proteção contra o sol bloqueando a radiação UV;
•os sleeves ajudam a manter os surfistas aquecidos na água gelada;
•um leash conecta-se à prancha, evitando que o surfista a perca enquanto estiver surfando.
 
Evidentemente, o surfe também requer um meio de transporte para se chegar à praia. Veremos na próxima seção o que acontece quando o surfista chega à água.

 APRENDENDO A SURFAR

Se você já sabe andar de bicicleta, talvez entenda um pouquinho sobre o que é necessário para aprender a surfar. Para a maioria das pessoas, aprender a andar de bicicleta envolve uma combinação desajeitada de empurrar, tentar se equilibrar e pilotar violentamente antes de cair. Mas, no fim, você consegue, e para a maior parte das pessoas que aprende a andar de bicicleta após uma série de quedas, esse primeiro momento de equilíbrio sobre duas rodas é inacreditável.
O surfe é semelhante. Ele requer equilíbrio e coordenação, e começar sobre uma onda (em inglês) envolve um movimento importante conhecido como subida rápida. Como o movimento de empurrar ao andar de bicicleta, ficar em pé rapidamente é fundamental para o surfe. Aqui vai o que acontece:
1.o surfista deixa a margem e rema deitado na prancha
2.o surfista flutua na água próximo do local onde a onda começará a quebrar
3.quando a onda se aproxima, o surfista rema com mais força para alcançá-la. Esse passo, conhecido como pegar a onda, pode ser complicado, por isso, requer uma força significativa dos membros superiores
4.pouco antes de a onda começar a quebrar, o surfista empurra a prancha para baixo, como se estivesse fazendo uma flexão. Ao mesmo tempo, ele puxa as pernas para baixo do corpo, firma os pés e fica em pé

A partir daí, surfistas experientes podem fazer todo tipo de manobra interessante. Geralmente, eles ficam de frente para a arrebentação, permitindo que ela o leve em direção à praia. Em ondas grandes que quebram na forma de um tubo, os surfistas podem mergulhar no próprio túnel, desaparecendo no tubo de água. Eles podem subir e descer a parede da onda, cortar em direção à arrebentação ou deixar que sua força os leve para fora da onda. Desde que a prancha seja leve, os surfistas podem parar na onda e continuar surfando. Surfistas experientes podem ficar de frente para a prancha, colocando seus dedos dos pés ao redor do bico da prancha. Essa é a origem do termo hang ten.


Michael Bretherton       uma aula de surfe

Ficar em pé e fazer manobras sobre o ponto principal da onda não são as únicas partes do surfe que requerem equilíbrio e habilidade. Remar até a linha, ou até a área de arrebentação da onda onde os surfistas se esforçam para pegar uma onda, requer equilíbrio e resistência. É necessário também que o surfista entenda como as ondas quebram, para que possa escolher o melhor caminho a seguir até a linha. Seria difícil remar através da arrebentação, correndo o risco de bater em outros surfistas. Por essa razão, os surfistas remam em direção à linha, em uma curva que se desvia da arrebentação em favor das ondas mais lisas.
Além disso, ao remar em ondas grandes, os surfistas devem sair do caminho das ondas para evitar de serem empurrados de volta à margem. Os surfistas fazem isso passando embaixo d'água. Um surfista em uma longboard geralmente passa suavemente embaixo da prancha e puxa seu bico para baixo da água. Isso é um movimento tartaruga. Surfistas em pranchinhas, por outro lado, mergulham empurrando o bico da prancha para baixo da água e inclinando-se na onda. De qualquer maneira, a parte maior da onda passa por cima do surfista submerso.

 FISICA DO SURF

Tudo a respeito do surfe, desde a habilidade de ficar flutuando nas ondas (em inglês) à necessidade de mergulhar, tem origem na física básica. As leis dos movimentos de Newton, que descrevem o movimento da matéria, contribuem bastante para se fazer manobras e ficar flutuando. A primeira lei de Newton afirma que os objetos em movimento, como as ondas, tendem a permanecer em movimento, enquanto os objetos parados, como uma prancha de surfe flutuando, tendem a ficar parados. É por esse motivo que o surfista precisa remar para pegar uma onda. De acordo com a terceira lei de Newton, para cada ação existe uma reação de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. Quando um surfista empurra para baixo uma extremidade da prancha, essa extremidade faz pressão na água, que rebate contra a prancha. Como resultado, a prancha começa a movimentar-se. Saiba mais sobre esse processo em Como funciona o jet ski.

AQUI VAI UM RESUMO DE OUTROS PRINCIPIOS DA FISICA QUE AFETAM O SURF.

•flutuação: o poder de flutuação das pranchas de surfe, ou capacidade de boiar, deve-se a sua densidade. A prancha é menos densa do que a água embaixo dela. O revestimento da prancha também é impermeável, evitando que a água penetre, a espuma de dentro fique encharcada e ela afunde;
•tensão da superfície: as moléculas que formam a água são ligadas umas às outras, de modo que possam criar uma película surpreendentemente forte na superfície da água. Essa película é uma das razões pelas quais a onda mantém seu formato, além de ajudar a manter a prancha flutuando;
•gravidade: embora o poder de flutuação mantenha a prancha boiando, a gravidade puxa a prancha e o surfista em direção à água. A força de tração da gravidade ajuda o surfista a manter-se no lado em movimento, quase vertical, de uma onda;
•massa e forma: a prancha e o surfista possuem um centro de gravidade, que está relacionado a sua forma e massa. Ao flutuar sobre as ondas, o surfista pode mover seu centro de gravidade para mudar o ângulo da prancha na água. Por exemplo, mover-se em direção à parte traseira da prancha fará com que o bico levante da água em resposta;
•forças hidrodinâmicas: as forças hidrodinâmicas são essencialmente as mesmas que as forças aerodinâmicas. Essas forças, como levantar e puxar, podem afetar drasticamente a formação das ondas e a sua interação com a prancha.
A seguir, examinaremos os detalhes específicos de como as ondas se formam, especialmente as ondas dramáticas encontradas nos famosos locais de surfe.

 A FISICA DAS ONDAS

Parte do esporte surfe é a busca por ondas (em inglês) grandes e interessantes que sejam divertidas para surfar. Essas ondas podem ser enormes, como a Mavericks próxima à costa de São Francisco, que pode chegar a até 15 metros. Outra famosa onda para surfe, a Banzai Pipeline, quebra sobre um recife próximo à costa de Oahu (em inglês), Havaí. É uma das muitas ondas de mergulho que cria um espaço semelhante a um tubo, ou a um túnel, onde os surfistas podem ficar dentro. Algumas dessas ondas são tão grandes que os nadadores não conseguem nadar nelas com segurança. Chegar a essas ondas envolve esquiar com reboque, ou percorrer a onda sendo rebocado por um jet ski.

Não importa se a onda é grande ou se seu formato é interessante; o fato é que ela se forma devido a dois fatores básicos:

•a interação entre vento e água

•a interação entre água e terra

A terceira influência é a maré. Muitos fatores diferentes contribuem para as marés da Terra, mas a atração da gravidade da Lua (em inglês) na Terra é a maior. Existem também outros fatores que podem contribuir para a formação de tsunamis e outros tipos raros de ondas, mas o vento, a água e a terra fazem a maior parte do trabalho quando se trata das ondas usadas para surfar.
Para entender como são formadas, é útil conhecer alguns fatos básicos sobre as ondas do oceano. As ondas são essencialmente energia que se move através da matéria. Se você observar a seção transversal de uma onda idealizada do oceano, percebe que ela se assemelha a uma onda transversal. A parede da onda move-se para cima e para baixo, que é perpendicular da esquerda para a direita, direção para a qual a própria onda se move.

Mas as ondas do oceano são um pouco mais complicadas do que as ondas transversais comuns. Elas são ondas progressivas orbitais. As moléculas de água que formam a onda movem-se em círculos, ou órbitas, à medida que a onda avança. Você pode visualizar esse movimento lembrando-se das partículas próximas à parede das ondas. Se a onda está passando na sua frente da esquerda para a direita, as partículas movem-se em círculo no sentido horário. Elas movimentam a onda para cima, através de sua crista, e para baixo, na sua depressão.


As ondas orbitais do oceano começam quando o vento sopra no mar aberto. Um vento leve não produz tanto efeito - ele forma ondulações na água que se espalham da mesma forma que as ondulações em uma lagoa ou um tanque de peixes. Mas quanto mais forte for o vento, mais ele fará pressão contra a água. Ele transfere a energia à água à medida que ela forma picos e capas brancas na superfície da água. Essa região de capas brancas é confusa e a água pode mover-se rapidamente em direções aleatórias. Os picos agitados dão ao vento mais área de superfície na qual ele pode se prender, o que faz o vento forçar a água para dentro de capas ainda maiores.

A altura e o formato das capas brancas originam-se de três fatores principais:

•o tempo que o vento soprou sobre a água
•a força com que soprou
•a área de superfície do oceano que o vento afetou, ou o alcance
Um vento muito forte que sopra por um longo período sobre uma vasta extensão do oceano levará a grandes capas brancas espumosas. Elas, conseqüentemente, tornam-se ondas grandes, motivo pelo qual as condições de surfe geralmente ficam boas após uma tempestade (em inglês) no mar. Os dados de satélite usados para rastrear ventos superficiais do espaço ajudam os meteorologistas informarem o local onde o surfe será excelente, com base nos padrões de tempo no oceano.

ARREBENTAÇÕES

Já que esses picos mudam de acordo com o vento, eles gastam parte de sua energia com os movimentos. Isso faz com que os picos fiquem mais suaves em ondas compridas cilíndricas. As ondas compridas chocam-se umas contra as outras, e algumas delas unem-se através da interferência construtiva. As ondas cilíndricas maiores começam a mover-se quase na mesma direção que o vento corrente que originalmente criou as cristas espumosas da onda.

As ondas compridas transformam-se em arrebentações (em inglês) quando atingem águas mais rasas. Isso pode ocorrer no contorno da costa, em um ponto que se estende no oceano ou quando as ondas passam por um obstáculo, como um banco de areia ou um recife. Aqui vai o que acontece quando a onda atinge a água que está na metade da profundidade de seu comprimento:

•as ondas compridas tornam-se mais lentas à medida que a água abaixo delas fica mais rasa. Como resultado, as ondas ficam mais próximas, semelhante a uma fila de carros, que ficam mais próximos se o carro da frente diminui a velocidade;

•o ponto principal da onda comprida fica cada vez mais vertical à medida que diminui a velocidade, enquanto o ponto de arrasto continua parecendo uma inclinação cilíndrica;

•as ondas ficam maiores quando a superfície é sólida sob elas e a energia das ondas empurra a água para cima.

Conseqüentemente, a onda forma crista, ou quebra - o retorno rápido da onda derruba a parte frontal mais lenta da onda. O contorno exato do fundo do mar possui uma diferença dramática de como as ondas quebram. Se a margem inclinar-se levemente para cima, a onda cairá suavemente quando formar a crista. Uma inclinação exagerada pode fazer com que as ondas quebrem repentina e dramaticamente.
As ondas com crista podem percorrer milhares de quilômetros até chegarem à margem e tornarem-se apropriadas para o surfe. Elas têm uma quantidade enorme de força. Por essas e outras razões, podem ser perigosas até mesmo para surfistas experientes. A seguir, trataremos da segurança do surfe e dos perigos inerentes ao oceano.

Ventos que se dirigem à praia e ventos que se dirigem à terra

Além de criar as ondas no mar aberto, o vento pode ter um efeito dramático sobre o surfe na praia. Um vento maral, ou um vento que sopra em direção à terra, pode fazer com que as ondas quebrem em uma espuma agitada que os surfistas não conseguem controlar. Um vento terral, por outro lado, sopra em direção às ondas. Quando o vento terral é suave, geralmente considera-se que o tempo estará bom para a prática do surfe.

 PERIGOS DO SURF

Ondas fortes e altas que quebram completamente estão no coração do surfe. Contudo, as qualidades que tornam essas ondas fascinantes também podem torná-las perigosas. As ondas começam a quebrar quando atingem a água que está 1,3 vezes a sua altura. Em outras palavras, mesmo que a onda pareça estar longe da margem, a água sob ela não é muito profunda. Além disso, como muitas ondas quebram sobre os recifes de corais (em inglês), a superfície sob a água pode ser pontiaguda e recortada. Os surfistas que caem ou se soltam da prancha podem atingir com força obstáculos submersos ou a superfície dura debaixo d'água.
A própria água também pode ser perigosa. A água que atinge a margem deve voltar ao mar e, em condições adequadas, essa água em retirada pode formar uma ressaca do mar. Ressaca do mar é o movimento rápido da corrente em direção ao mar aberto. Os nadadores que são surpreendidos por uma ressaca podem ser arrastados para tão longe que não conseguem nadar de volta, ou que ficam exaustos lutando contra a corrente. A maioria dos especialistas recomenda que as pessoas nadem paralelamente à margem para escaparem do puxão de uma ressaca. Veja Como funcionam as ressacas do mar parasaber mais.
Conforme as áreas de surfe vão ficando mais lotadas, os surfistas também correm um grande risco de baterem uns nos outros. Essa é uma das razões que fazem surfistas responsáveis seguirem um código de etiqueta, que determina quem tem o direito de passagem em uma onda. Embora essas orientações possam variar de acordo com a praia, geralmente o surfista mais próximo da quebra das ondas tem o direito de passagem. Se um surfista já está em pé em uma onda, ele tem prioridade sobre os demais.

 REGRAS DO SURF


Mesmo que todos os surfistas em uma área estejam seguindo as orientações, ainda existe a possibilidade de colisão. Isso é particularmente verdade se o surfista cair fora da prancha e perdê-la. Além disso, os surfistas podem ir de encontro com entulho e lixo que flutuam na água. Esse é um dos motivos que fizeram os surfistas criarem organizações, como o Surfers Against Sewage, pela luta de uma água mais limpa.
Outro perigo comum do surfe são os animais selvagens naturais do oceano. Algumas pessoas associam os ataques de tubarão ao surfe, mas esses ataques são relativamente raros. Contudo, os tubarões realmente vivem próximos de muitas áreas populares de surfe, e fica fácil o tubarão confundir um surfista com um de seus alimentos. Os surfistas também podem encontrar água-viva, raia e outros animais marinhos que podem morder ou ferroar.

 DICAS DO SURF


As dicas para surfar com segurança incluem estar familiarizado com a praia antes de começar o surfe
Aqui estão algumas dicas para surfar com segurança:
•aplique filtro solar antes de entrar na água;
•se estiver surfando em água gelada, use o sleeve adequado - se ele for muito grande não o deixará aquecido. Surfar em água gelada sem um bom sleeve pode levar à hipotermia (em inglês), especialmente no caso de ficar encalhado sem a prancha;
•certifique-se de que sua prancha de surfe não está danificada e se tem um bom revestimento áspero de parafina antes de entrar na água;
•prenda a correia da prancha com firmeza na perna, que fica bem atrás quando você está na prancha;
•reme a uma distância suficiente que consiga voltar nadando caso perca a prancha;
•jamais surfe sozinho;

•verifique a previsão para surfar antes de sair de casa e obedeça a todos os avisos para nado e surfe;

•se for principiante, pratique ficar em pé rapidamente e surfar em áreas que não estejam cheias de surfistas e nadadores. Pense em fazer aulas com um instrutor experiente;

•familiarize-se com o surfe e a margem da praia antes de começar a surfar.

Esportes que surgiram a partir do surfe

A popularidade do surfe levou a vários esportes que utilizam pranchas de surfe modificadas, incluindo:



•windsurf

•bodyboard

•riverboard

O bodysurfe é ficar sobre as ondas sem usar uma prancha de surfe.



FIM  

terça-feira, 9 de março de 2010

COMO FUNCIONAM AS ONDAS TRAIÇOEIRAS

                                                               INTRODUÇÃO


Durante a segunda temporada do "Deadliest Catch", uma série de documentários televisivos sobre a pesca de caranguejo no Mar Bering do Alasca, as câmeras filmaram a cena de uma onda gigante atingindo o navio "Aleutian Ballad". A onda de 18 metros virou o barco e causou danos significativos, embora por sorte nenhum dos tripulantes tenha ficado seriamente ferido. O Ballad voltou ao porto para ser consertado. A cena captura a rapidez da onda gigante e, um pouco antes de o impacto derrubar o operador de câmera, a "parede de água" se quebrando sobre o navio pode ser vista com uma clareza assustadora.

Galeria de imagem: ondas (em inglês)
Foto cedida por National Weather Service

Uma onda traiçoeira de 18 metros se afasta depois de
atingir um navio petroleiro em Charleston, Carolina do Sul
O que foi essa onda gigantesca que parece ter surgido do nada? Foi uma onda traiçoeira. As ondas traiçoeiras soam como algo que saiu diretamente de um conto de marinheiro: ondas ameaçadoras, misteriosas e solitárias, com alturas gigantescas e que atingem barcos que estão em águas aparentemente calmas. Por mais improváveis que possam parecer, estudos recentes sugerem, contudo, que essas ondas traiçoeiras são mais comuns do que as pessoas podem imaginar.
Imagine ver uma parede de água com 24 metros se movimentando com rapidez em sua direção. Na verdade, isso pode ser um pouco difícil de imaginar. É fácil mencionar alturas como 15 ou 27 metros sem realmente entender de que tamanho seria uma onda dessas. Aqui estão algumas comparações úteis:
•um aposento comum de sua casa provavelmente tem cerca de 2,5 metros de altura;
•uma casa típica com dois andares tem de 6 a 9 metros de altura;
•a Estátua da Liberdade tem 34 metros de altura dos pés ao topo da cabeça, sem contar a base, os braços e a tocha.
Entender essas ondas gigantes é mais do que apenas curiosidade científica. Conseguir prevê-las e evitá-las poderia salvar dezenas de vidas e economizar centenas de milhões de dólares todos os anos.
Neste artigo, você descobrirá o que diferencia ondas traiçoeiras, também chamadas de ondas-monstro, das outras ondas gigantes, além de saber suas causas e aprender sobre alguns dos mais conhecidos incidentes com ondas traiçoeiras.­

UMA ONDA TRAIÇOEIRA POR DEFINIÇÃO


O derretimento glacial pode causar
ondas enormes, mas elas não são
consideradas ondas traiçoeiras
Existem muitos tipos de ondas oceânicas, e algumas delas são mesmo enormes. No entanto, nem todas as ondas grandes são ondas traiçoeiras. Tempestades fortes, como os furacões, podem provocar ondas grandes, mas elas tendem a ser relativamente normais e previsíveis, apesar de, com certeza, serem capazes de causar sérios danos a navios e áreas costeiras. Terremotos submarinos, deslizamentos na costa e derretimento glacial ou quando um grande pedaço de uma geleira se quebra e cai no oceano, também podem criar ondas enormes e catastróficas. Os terremotos submarinos podem produzir tsunamis e os deslizamentos podem provocar maremotos. Essas ondas poderiam ser consideradas traiçoeiras, mas até certo ponto elas são previsíveis, contanto que alguém tenha notado o que as causou. Então, isso praticamente as exclui da categoria de ondas traiçoeiras.
Uma verdadeira onda traiçoeira surge aparentemente do nada e é bem mais alta do que as outras que estão ocorrendo na área naquele momento. Essa diferença exata de altura ainda está em aberto. Algumas fontes sugerem que qualquer onda duas vezes maior do que a altura significativa de onda atual é uma onda traiçoeira, ao passo que outras acreditam que qualquer uma 33% maior se enquadra na categoria. Provavelmente é o bastante dizer que qualquer onda que seja tão grande a ponto de ser inesperada com base nas condições atuais do local pode ser considerada uma onda traiçoeira. Uma embarcação que navega em ondas de quase 1 metro poderia se deparar com uma de 2,5 metros, que, apesar de não ser das maiores, certamente causaria problemas para um barco pequeno.
As ondas traiçoeiras também tendem a ser mais exageradas do que a maioria das ondas. As ondas oceânicas normais podem ter a forma de grandes ondulações, permitindo que os navios manobrem para baixo e para cima delas mesmo que eles estejam a muitos metros de altura. Por outro lado, veja esse relato do encontro da embarcação Queen Elizabeth II com uma onda-monstro:
No 0410 a onda traiçoeira foi avistada logo à frente, surgindo da escuridão no 220. Parecia que o navio estava indo em direção aos penhascos brancos de Dover. A onda pareceu levar horas para chegar, mas provalmente se passou menos de um minuto antes que ela atingisse a proa com uma força tremenda [fonte: Science Frontiers - em inglês].
A expressão "parede de água" é muito comum em relatos de ondas traiçoeiras. Elas costumam ser muito mais exageradas do que as ondas comuns e, por isso, atingem os navios com uma força tremenda, muitas vezes se quebrando sobre eles.
O Explorer
Em janeiro de 2005, o Explorer, um navio de pesquisa com 180 metros, foi atingido por uma onda traiçoeira de 15 metros no Oceano Pacífico. A onda desativou muitos dos equipamentos do navio, inclusive três ou quatro motores. As pessoas que estavam a bordo sofreram apenas ferimentos leves e o navio conseguiu chegar ao Havaí para ser consertado. Se a onda fosse maior, quase mil pessoas poderiam ter morrido [fonte: The Denver Channel - em inglês]. ­

­Apesar de os cientistas terem descoberto muitas coisas sobre as ondas traiçoeiras na última década, elas ainda são bastante enigmáticas. Ninguém nunca filmou a formação de uma onda traiçoeira no oceano ou a seguiu durante todo seu ciclo de vida. Existem poucas fotos de ondas traiçoeiras. Por séculos, as melhores evidências de sua existência foram os relatos, as incontáveis histórias dos marinheiros que haviam sobrevivido a uma delas.
Gallimore e outro tripulante estavam na casa de navegação. O vento estava soprando com intensidade de 100 nós por mais de um dia e "Lady Alice" estava lutando em mares revoltos com ondas de 5 a 7 metros de altura... Às 8 horas da manhã, Gallimore olhou para cima e viu uma parede de água gigantesca vindo em direção a "Lady Alice". Da casa de navegação ele não pôde ver o topo da onda... A onda atingiu o topo da casa de navegação, empurrando o navio para baixo da água... O tripulante que estava na casa de navegação com ele foi empurrado com tamanha força que fraturou duas vértebras. Para chegar ao topo das antenas do radar com força suficiente para arrancá-las do mastro de aço onde estavam parafusadas, a onda devia ter 12 metros ou mais de altura [fonte: Smith, 195].

O QUE CAUSA AS ONDAS TRAIÇOEIRAS?


Para entender o que causa uma onda traiçoeira, primeiro você precisa aprender um pouco sobre as ondas normais. Pense naquelas que são familiares, como as ondas em que você surfa na praia ou nas piscinas de ondas dos parques aquáticos. Uma onda tem diversas características que podem ser usadas para defini-la:

•a crista é a parte mais alta da onda

•o vale é a parte mais baixa da onda (a "depressão" entre as ondas)

•a distância entre o vale e a crista representa a altura da onda

•a distância entre as cristas representa o comprimento da onda

•a quantidade de tempo que passa entre uma crista e a outra é o período da onda ou velocidade da onda

•a quantidade de energia cinética e potencial transmitida por uma onda é conhecida como energia da onda

Um grande número de variáveis influencia esses fatores, incluindo a profundidade da água, força das marés, vento soprando sobre a água, objetos físicos como as ilhas que refletem as ondas e a interação com outras ondas e correntes oceânicas. A todo momento, milhares de ondas estão passando e interagindo em uma área específica do oceano. As ondas ficam maiores e mais fortes quanto mais rápido for o vento e maior o tempo que ele soprar. A área de geração é o espaço desimpedido em um oceano sobre o qual o vento pode soprar. É a dimensão da área do oceano em que o vento está atuando. Quanto mais espaço, maiores serão as ondas.
Boletins meteorológicos registram a altura significativa da onda, que é a maior altura de um terço das ondas mais altas. Por que as ondas traiçoeiras ultrapassam tanto a altura significativa da onda? Os cientistas não sabem ao certo, mas eles têm algumas boas teorias.
Uma possibilidade é a de que as correntes oceânicas fazem com que as ondas "se acumulem" quando se deparam com as correntes. Tempestades fortes podem provocar alturas significativas de onda de 12 a 15 metros. Quando essas ondas deparam com uma corrente forte, a corrente pode aumentar a altura das ondas e fazer com que elas se quebrem. Isso explicaria as ondas-monstro com 30 metros ou mais de altura e o efeito "parede de água". As ondas traiçoeiras freqüentemente ocorrem em áreas conhecidas por suas correntes oceânicas fortes. Por exemplo, a Corrente das Agulhas vai para o sul pela costa leste da África. As ondas de tempestade que vêm do sul entram em choque com essa corrente. Previsões matemáticas sugerem que as ondas traiçoeiras nesse lugar poderiam atingir 58 metros de altura; desde 1990, vinte navios já relataram a ocorrência delas nessa área [fonte: Smith, 188]. A Corrente do Golfo, que vai em direção à costa leste dos Estados Unidos, é outra fonte em potencial de ondas traiçoeiras. As ondas traiçoeiras que se originam na Corrente do Golfo podem ser responsáveis por muitas partes da lenda do Triângulo das Bermudas.
No entanto, nem todas as ondas traiçoeiras acontecem em correntes oceânicas fortes. Os cientistas acreditam que algumas ondas podem ser causadas por junções de ondas que acontecem ao acaso. Quando duas ondas interagem, as alturas delas são somadas. Se uma onda de 5 metros passa sobre uma de 10 metros, o resultado que acontece rapidamente é uma onda de 15 metros. Isso pode acontecer de maneira contrária também. Uma onda de 15 metros se movendo por um vale de 10 metros resulta em uma onda de 5 metros. Dezenas de ondas podem estar interagindo e se fortalecendo. De vez em quando, diversas ondas podem se juntar no momento certo e criar uma onda gigantesca em mares relativamente calmos. Se 10 ondas que têm apenas 1,5 metro de altura se juntarem, elas irão resultar em uma de 15 metros. Isso está de acordo com as descrições de ondas traiçoeiras que parecem surgir do nada e desaparecer depois de apenas alguns minutos.

O Queen Elizabeth
Durante a Segunda Guerra Mundial, os cruzeiros britânicos foram utilizados para levar tropas dos Estados Unidos à Europa. Uma dessas embarcações era o "Queen Elizabeth". Uma onda traiçoeira atingiu esse navio próximo à Groenlândia em 1942, estilhaçando janelas que ficavam a 27 metros da linha do mar e quase virando o navio. Ele se restabeleceu e por pouco evitou um desastre marítimo sem precedentes. O navio estava levando mais de 10 mil tropas na ocasião [fonte: Sverre Haver - em inglês].

Ondas traiçoeiras comuns


A maioria dos relatos sobre ondas traiçoeiras conta com estimativas de tamanho fornecidas por testemunhas. Essas estimativas são baseadas na altura do navio acima da superfície da água e no nível que a onda alcançou quando o atingiu. Era comum pensar que as histórias de ondas com 30 metros ou mais de altura eram exageros (e algumas delas com certeza eram). Na melhor das hipóteses, essas ondas eram incrivelmente raras.

Um registro da onda traiçoeira na Plataforma

Draupner no Mar do Norte durante 1º dia do ano de 1995
Na década de 90, marinheiros e cientistas começaram a suspeitar de que as ondas traiçoeiras eram responsáveis por muito mais desaparecimentos no mar do que eles pensavam. Os cruzeiros Queen Elizabeth II, Caledonian Star e Bremen foram atingidos por ondas monstruosas em um período de seis anos. Anteriormente, dados coletados por navios meteorológicos sugeriram que ondas desse tipo ocorreriam apenas de 50 em 50 anos ou mais [fonte: Smith, 210]. Em 2004, a Agência Espacial Européia (ESA) usou os dados de dois satélites equipados com radares para ver a freqüência real das ondas traiçoeiras. Depois de analisar as imagens de radar capturadas em oceanos no mundo inteiro por um período de três semanas, o projeto MaxWave da ESA encontrou 10 ondas com 25 metros ou mais. Esse foi um número surpreendentemente alto em um intervalo de tempo tão pequeno. Isso obriga os cientistas a pensarem com seriedade em suas opiniões sobre as ondas traiçoeiras [fonte: ESA]. A ESA está realizando um outro projeto, o WaveAtlas, para analisar os oceanos por um período bem maior e estabelecer a estimativa mais exata possível da freqüência das ondas traiçoeiras.

Outras evidências concretas de ondas-monstro são obtidas por meio de instrumentos projetados para medir a altura das ondas. Um equipamento desses foi montado em uma plataforma ­petrolífera em alto-mar conhecida como Plataforma Draupner. No Dia de Ano Novo de 1995, a plataforma estava medindo ondas que não passavam de 5 a 7 metros de altura. Então, ela repentinamente registrou uma única onda com quase 20 metros de altura [fonte: Smith, 208]. Bóias meteorológicas canadenses próximas de Vancouver registraram ondas com 30 metros ou mais de altura durante a década de 90 [fonte: Smith, 211].

O naufrágio de Edmund Fitzgerald
As ondas traiçoeiras podem não se restringir aos oceanos do mundo. As águas interiores bastante extensas (como os Grandes Lagos da América do Norte) também podem gerar ondas traiçoeiras. Apesar de existirem poucos dados científicos para confirmar isso, há diversas histórias. Um dos naufrágios mais infames na história dos Grandes Lagos, o "Edmund Fitzgerald", pode ter sido causado por uma ou mais ondas traiçoeiras. Em novembro de 1975, o navio de carga a granel com 222 metros estava lutando contra uma tempestade terrível junto com o "Arthur Anderson". Encoberto pela tempestade, o Anderson foi atingido por duas ondas com 10 metros de altura (realmente grandes, até mesmo para o Lago Superior) e em seguida perdeu o Fitzgerald de vista em seu radar [fonte: Cush, 111]. Com o tempo, o Edmund Fitzgerald foi encontrado no fundo do lago e estava quebrado ao meio. Apesar de existirem muitas teorias, algumas sugerem que uma combinação de fatores, incluindo as ondas traiçoeiras que atingiram o Anderson, arrastaram violentamente o Fitzgerald para baixo da água e ele não conseguiu mais retornar à superfície.

­                                          PROTEÇÃO CONTRA AS ONDAS


Se o estudo MaxWave estiver correto e as ondas traiçoeiras forem muito mais comuns do que se imagina, isso significa que barcos que foram construídos para navegar no oceano apresentam mais perigos do que pensávamos? Pode ser. Navios e estruturas em alto-mar, como as plataformas petrolíferas, são construídos para suportar uma certa altura de ondas, a que for determinada como mais provável de o navio encontrar em sua vida útil. Poucos são construídos para suportar ondas de 30 metros. Além disso, a capacidade que o navio tem de suportar a força de uma onda traiçoeira depende muito do lastro, ou estabilidade. Se o navio tiver a quantidade correta de lastro e estiver navegando no nível adequado, será mais provável que ele consiga se endireitar depois de ter sido empurrado por uma onda [fonte: Smith, 233]. As leis internacionais de navegação atuais nem sempre consideram ondas traiçoeiras freqüentes quando se trata da construção e manutenção do navio. Isso não quer dizer, porém, que todos os navios sejam inseguros, já que talvez seria impossível construir um navio que suportasse qualquer onda.

                                                            AS TRÊS IRMÃS

Uma onda traiçoeira nem sempre aparece sozinha. Um fenômeno muito conhecido pelos marinheiros é o "Três Irmãs". Depois que uma onda gigantesca passa, duas outras podem vir em seguida. Esse trio de ondas-monstro pode ser bastante devastador. A primeira onda pode desabilitar um navio e deixá-lo incapaz de manobrar para evitar ou resistir às ondas subseqüentes.
E não são apenas os navios e as estruturas em alto-mar que precisam se preocupar com as ondas traiçoeiras. Essas paredes de água podem apresentar um sério risco até mesmo para pessoas que não estão na água. A Marinha Norte-Americana expressou a preocupação de que os helicópteros de resgate da Guarda Costeira que se perderam no mar tenham sido atingidos por ondas traiçoeiras [fonte: U.S. Naval Institute]. Os litorais onde existe um declive pronunciado para o mar aberto próximo da margem podem ser perigosos para as pessoas que estão explorando as pedras. Sabe-se que ondas inesperadas arrastam pessoas para fora das pedras e a contracorrente (em inglês) as puxa para baixo e para longe.

Atualmente, é impossível prever uma onda traiçoeira. O MaxWave e o WaveAtlas podem, no entanto, mostrar aos cientistas e marinheiros as condições que causam as ondas traiçoeiras e também indicar as áreas onde elas acontecem com mais freqüência. Isso permite que as rotas de navegação levem em consideração as áreas particularmente perigosas quando as condições climáticas indicarem essas ondas. Evitar essas áreas poderia salvar centenas de vidas todo ano.

Ondas traiçoeiras X tsunami
Quando você pensa em ondas gigantescas, assustadoras e destrutivas, os tsunamis com certeza vêm à mente. Não confunda, porém, essas ondas gigantes com as traiçoeiras porque, apesar de as duas serem terríveis, são bastante diferentes. A maneira mais fácil de lembrar a diferença é por meio do que causa a "parede de água" e do lugar onde a destruição ocorre.

Os tsunamis costumam ser causados por terremotos submarinos, que disparam toneladas de rochas para cima com uma força tremenda. A energia dessa força é transferida para a água. Então, ao contrário de ondas normais que são causadas pela força do vento, a energia motriz de um tsunami se move por meio da água, e não em sua parte superior. Portanto, enquanto um tsunami se movimenta dentro do mar, com uma velocidade de 800 ou 960 quilômetros por hora, ele dificilmente pode ser visto sobre a superfície da água. Normalmente, um tsunami não tem mais do que 1 metro de altura. É claro, porém, que tudo isso muda quando ele chega próximo à linha costeira. É nesse momento que ele atinge uma altura assustadora e alcança sua forma mais conhecida e terrível.
As ondas traiçoeiras, como discutimos neste artigo, aparentemente surgem do nada e podem atingir alturas gigantescas dentro do mar, e não apenas próximo da costa.