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terça-feira, 23 de março de 2010

perfuração de poços de petroleo


                                                                        INTRODUÇÃO


Em dezembro de 2007, o Brasil alcançou o recorde histórico na produção de petróleo, ultrapassando a marca dos 2 milhões de barris por dia. Para chegar a esse nível de produção, a Petrobras inaugurou cinco novas plataformas durante o ano.
Esse petróleo é refinado em gasolina, querosene, óleo combustível e outros produtos. Para sustentar esse consumo, as companhias petrolíferas precisam constantemente procurar novas fontes de petróleo, assim como melhorar a produção dos poços existentes.

O que uma companhia faz para encontrar petróleo e bombeá-lo do solo? Você pode ter visto imagens de petróleo cru jorrando do solo ou de um poço de petróleo em filmes e séries de televisão como "Assim caminha a humanidade," "O poço do ódio","Armageddon" e "A família Buscapé". Mas, a produção moderna de petróleo é bem diferente da maneira que é retratada nos filmes.

PLATAFORMA DE PETRÓLEO MARITIMA
                                                      


Neste artigo, vamos examinar a exploração moderna e os trabalhos de perfuração de petróleo. Discutiremos como o petróleo é formado, encontrado e extraído do solo.

Pré-sal na Bahia

A Petrobras deverá fazer, ainda neste ano, perfuração para procurar petróleo abaixo da camada do sal na costa da Bahia, na Bacia do Jequitinhonha.


Exploração de petróleo


O petróleo é um combustível fóssil que pode ser encontrado em vários países ao redor do mundo. Nesta seção, vamos discutir como o petróleo se formou e como os geólogos o encontram.

Formação do petróleo

O petróleo se formou dos restos de minúsculas plantas e animais (plâncton) que morreram nos mares antigos entre 10 e 600 milhões de anos atrás.

O petróleo se forma a partir de organismos mortos nos mares antigos


Foto cedida por Institute of Petroleum

Close de uma rocha-reservatório

(o petróleo é a parte preta)

. Ao longo dos anos, os organismos se decompuseram nas camadas sedimentares, onde havia pouco ou nenhum oxigênio presente. Assim, os microrganismos quebraram seus restos em compostos ricos em carbono, que formaram camadas orgânicas. Esse material orgânico acabou se misturando aos sedimentos e formando um folhelho finamente granulado, ou rocha geradora. À medida que novas camadas sedimentares foram depositadas, elas exerceram pressão e aquecimento intensos sobre a rocha geradora, proporcionando a destilação do material orgânico em petróleo cru e gás natural. Com o passar do tempo, o óleo fluiu da rocha geradora e se acumulou em rochas calcárias ou arenito, chamadas de rocha-reservatório, que sob a ação dos movimentos da Terra aprisionaram o petróleo e o gás natural dentro delas, entre camadas de rocha impermeável ou rocha selante, como granito ou mármore.
Rochas-reservatório de petróleo (vermelho) e gás natural (azul) podem ficar aprisionadas por dobramento (esquerda), falha (meio) ou constrição (direita)


Esses movimentos da Terra incluem:

•dobramento - movimentos horizontais, que pressionam e movem as camadas rochosas para cima em uma dobra ou anticlinal;

•falha - as camadas de rochas se quebram e um lado se desloca para cima ou para baixo;

•constrição - uma camada de rocha impermeável é espremida para cima e para o interior da rocha-reservatório.

Procurando petróleo

A tarefa de encontrar petróleo é designada aos geólogos, empregados diretamente por uma companhia petrolífera ou sob contrato de uma empresa privada. Sua tarefa é procurar as condições certas para uma "armadilha" (termo usado para designar um buraco de petróleo na rocha) de petróleo: o tipo certo de rocha geradora, rocha-reservatório e aprisionamento. Muitos anos atrás, os geólogos interpretavam as características da superfície, de suas rochas, seus tipos de solo e, talvez, algumas pequenas amostras obtidas por perfuração rasa. Os modernos geólogos do petróleo também examinam as rochas superficiais e o terreno com a ajuda adicional de imagens de satélite. No entanto, eles também usam uma variedade de outros métodos para encontrar petróleo. Podem usar sensíveis medidores de gravidade para avaliar pequenas alterações no campo gravitacional da Terra que possam indicar o petróleo fluindo, assim como magnetômetros de alta sensibilidade para medir minúsculas mudanças no campo magnético terrestre causadas pelo fluxo do petróleo. Eles também podem detectar o cheiro de hidrocarbonetos utilizando narizes eletrônicos sensíveis chamados sniffers (farejadores). Por fim, e mais comumente, eles usam a sismologia, criando ondas de choque que passam através das camadas ocultas de rochas e interpretando as ondas que são refletidas de volta para a superfície.

Procura de petróleo sobre a água usando sismologia


Nas prospecções sísmicas, uma onda de choque é criada pelo seguinte:

•canhão de ar comprimido - dispara pulsos de ar na água (para exploração sobre a água);

•caminhão impactador - golpeia chapas pesadas no solo (para exploração sobre a terra);

•explosivos - são enterrados no solo (para exploração sobre a terra) ou arremessados do barco (para exploração sobre a água) e detonados.

As ondas de choque se deslocam abaixo da superfície da Terra e são refletidas pelas diversas camadas rochosas. Os reflexos se deslocam em diferentes velocidades dependendo do tipo ou densidade das camadas de rocha que devem atravessar. Os reflexos das ondas de choque são detectados por microfones ou detectores de vibração sensíveis: hidrofones sobre a água ou sismômetros sobre a terra. As leituras são interpretadas por sismólogos quanto a indícios de armadilhas de petróleo e gás.

Apesar de os métodos modernos de exploração de petróleo serem melhores do que os anteriores, eles ainda podem ter uma taxa de sucesso de 10% para a localização de novos campos de petróleo. Assim que um impacto com perspectiva de petróleo é encontrado, a localização é marcada por coordenadas de GPS sobre a terra ou por bóias marcadoras sobre a água.

Preparando a perfuração


Logo que o local é selecionado, precisa ser pesquisado para se determinar seus limites e estudar o impacto ambiental. Acordos de arrendamento, títulos e direito a vias de acesso para a terra precisam ser obtidos e avaliados quanto aos aspectos legais. Para locais em alto-mar, é necessário determinar a jurisdição legal.

Assim que os assuntos legais são resolvidos, a equipe trata de preparar o terreno:

1.o terreno é limpo e nivelado e estradas de acesso são construídas, se necessário;

2.como a perfuração utiliza água, é necessário que haja uma fonte nas proximidades. Caso não exista nenhuma fonte natural, um poço de água é cavado;

3.a equipe cava um fosso de reserva, que é usado para o descarte dos cortes de rocha e lama da perfuração durante o processo e o forra com plástico para proteger o meio ambiente. Se o local for uma área sensível em termos ecológicos, como um pântano ou região selvagem, os cortes e a lama deverão ser descartados em outros locais com ajuda de caminhões.

Logo que o terreno estiver preparado, diversos poços secundários precisarão ser escavados para a torre e o poço principal. Um fosso retangular, chamado de escavação, é feito ao redor do local do poço real da perfuração. A escavação proporciona um espaço de trabalho ao redor do poço para os trabalhadores e acessórios de perfuração. A equipe então começa a perfurar o poço principal, freqüentemente com um pequeno caminhão-sonda ao invés de uma torre principal. A primeira parte do poço é maior e mais rasa do que a porção principal e é revestida com uma tubulação de esteio de grande diâmetro. Poços adicionais são escavados na lateral para armazenar temporariamente o equipamento. Quando esses poços são finalizados, o equipamento da torre pode ser trazido e erigido.

Erigindo a torre

Dependendo de quão remoto é o local da perfuração e seu acesso, o equipamento pode ser transportado até o local por caminhão, helicóptero ou barcaça. Algumas torres são construídas sobre barcos ou barcaças para trabalhar sobre águas interiores onde não há fundações para suportar uma torre (como em pântanos ou lagos). Assim que o equipamento chega ao local, a torre é erigida. Aqui estão os principais sistemas de uma torre de perfuração de petróleo terrestre:

Preparando a perfuração


Logo que o local é selecionado, precisa ser pesquisado para se determinar seus limites e estudar o impacto ambiental. Acordos de arrendamento, títulos e direito a vias de acesso para a terra precisam ser obtidos e avaliados quanto aos aspectos legais. Para locais em alto-mar, é necessário determinar a jurisdição legal.

Assim que os assuntos legais são resolvidos, a equipe trata de preparar o terreno:

1.o terreno é limpo e nivelado e estradas de acesso são construídas, se necessário;

2.como a perfuração utiliza água, é necessário que haja uma fonte nas proximidades. Caso não exista nenhuma fonte natural, um poço de água é cavado;

3.a equipe cava um fosso de reserva, que é usado para o descarte dos cortes de rocha e lama da perfuração durante o processo e o forra com plástico para proteger o meio ambiente. Se o local for uma área sensível em termos ecológicos, como um pântano ou região selvagem, os cortes e a lama deverão ser descartados em outros locais com ajuda de caminhões.

Logo que o terreno estiver preparado, diversos poços secundários precisarão ser escavados para a torre e o poço principal. Um fosso retangular, chamado de escavação, é feito ao redor do local do poço real da perfuração. A escavação proporciona um espaço de trabalho ao redor do poço para os trabalhadores e acessórios de perfuração. A equipe então começa a perfurar o poço principal, freqüentemente com um pequeno caminhão-sonda ao invés de uma torre principal. A primeira parte do poço é maior e mais rasa do que a porção principal e é revestida com uma tubulação de esteio de grande diâmetro. Poços adicionais são escavados na lateral para armazenar temporariamente o equipamento. Quando esses poços são finalizados, o equipamento da torre pode ser trazido e erigido.

Erigindo a torre

Dependendo de quão remoto é o local da perfuração e seu acesso, o equipamento pode ser transportado até o local por caminhão, helicóptero ou barcaça. Algumas torres são construídas sobre barcos ou barcaças para trabalhar sobre águas interiores onde não há fundações para suportar uma torre (como em pântanos ou lagos). Assim que o equipamento chega ao local, a torre é erigida. Aqui estão os principais sistemas de uma torre de perfuração de petróleo terrestre:
Anatomia de uma torre de perfuração de petróleo


•Sistema de energia

•grandes motores diesel - queimam óleo combustível diesel para fornecer a fonte principal de energia;

•geradores elétricos - movidos por motores diesel para fornecer energia elétrica.

•Sistema mecânico - acionado por motores elétricos;

•sistema de içamento - usado para levantar cargas pesadas, consiste de um guincho mecânico (guincho principal) com um grande tambor de cabo de aço, uma polia de moitão e talha e um carretel de armazenamento para receber o cabo;

•mesa giratória - parte do mecanismo de sondagem.



•Equipamento rotativo - usado para a perfuração rotativa;

•tornel - grande manipulador que segura o peso da coluna de perfuração e permite que a coluna gire e faz uma vedação à prova de pressão sobre o poço;

•conjunto de ligação - tubulação de quatro ou seis lados que transfere o movimento rotativo para a mesa giratória e a coluna de perfuração;

•mesa giratória ou mesa rotativa - aciona o movimento rotativo usando a potência dos motores elétricos;

•coluna de perfuração - consiste da tubulação de perfuração (seções conectadas de cerca de 10 m) e colares de perfuração (tubulação de maior diâmetro e mais pesada que se encaixa ao redor da tubulação de perfuração e coloca peso sobre a broca da sonda);

•broca(s) da sonda - extremidade da sonda que realmente corta a rocha. Ela é fabricada em vários formatos e materiais (aço com carboneto de tungstênio, diamantes) especializados para diversas tarefas de perfuração e formações rochosas.



•Revestimento - tubulação de concreto de grande diâmetro que reveste a perfuração, evitando que o poço desmorone e permite que a lama da perfuração circule.





Foto cedida por Institute of Petroleum

Circulação de lama no poço







•Sistema de circulação - bombeia a lama da perfuração (mistura de água, argila, material pesante e produtos químicos usados para trazer os cortes de rochas da broca de sondagem para a superfície) sob pressão por meio do conjunto de ligação, mesa rotativa, tubulação de perfuração e colares de perfuração;

•bomba - suga a lama dos fossos e a bombeia para o mecanismo de sondagem;

•tubulações e mangueiras - conectam a bomba ao mecanismo de sondagem;

•linha de retorno de lama - retorna a lama do poço;

•peneira oscilante - peneira/coador que separa os cortes de rocha da lama;

•calha de folhelho - transporta os cortes de rocha para o fosso de reserva;

•fosso de reserva - recolhe os cortes de rocha separados da lama;

•fossos de lama - onde a lama da perfuração é misturada e reciclada;

•lameiro - onde a nova lama é misturada e então enviada para os fossos de lama
Sistema de circulação de lama da perfuração


•Torre - estrutura de sustentação do mecanismo de sondagem, que é alta o suficiente para permitir que as novas seções da tubulação de perfuração sejam adicionadas ao mecanismo de sondagem à medida que a perfuração prossegue.

•Sistema de segurança contra estouros - válvulas de alta pressão (localizadas debaixo do poço terrestre ou no fundo do mar) que vedam as linhas de sondagem de alta pressão e aliviam a pressão quando necessário, para prevenir um estouro (jorro descontrolado de gás ou petróleo para a superfície, freqüentemente associado a incêndios).

                                                                                                                                 Sondagem Foto
Trabalhadores da mesa rotativa desengatam a tubulação de perfuração

A equipe ergue a torre de perfuração e inicia as operações de sondagem. Primeiro, a partir do poço inicial, eles perfuram um poço de superfície até uma profundidade pré-determinada (algum ponto acima de onde acham que se localiza a armadilha de petróleo). Há cinco etapas básicas para perfurar o poço de superfície:

1.posicionar a broca, o colar e a tubulação de perfuração no poço;

2.prender o conjunto de ligação e a mesa giratória e iniciar a perfuração;

3.à medida que a sondagem prossegue, circular a lama através da tubulação e para fora da broca para remover os cortes de rocha do poço;

4.adicionar novas seções (emendas) da tubulação de perfuração conforme o aumento da profundidade do poço;

5.remover (desengatar) a tubulação, o colar e a broca de perfuração quando a profundidade pré-determinada (no máximo a 600 metros) é atingida.

Assim que atingem a profundidade pré-determinada, eles devem passar e cimentar o revestimento, ou seja colocar seções da tubulação de revestimento no poço, para prevenir que ele desmorone. A tubulação de revestimento possui espaçadores em volta do lado externo, para ficar centralizada no poço.

A equipe de revestimento coloca a tubulação de revestimento no poço. A equipe de cimentação bombeia o cimento ao longo da tubulação de revestimento, usando uma retro vedação, um cimento pastoso, um tampão superior e lama de perfuração. A pressão da lama de perfuração faz com que o cimento pastoso se mova através do revestimento e preencha o espaço entre o exterior do revestimento e o poço. Finalmente, o cimento é deixado endurecer e então testado quanto a suas propriedades, como dureza, alinhamento e vedação apropriada.

Novas tecnologias de perfuração

O Departamento de Energia dos EUA e a indústria petrolífera estão trabalhando em novas maneiras para a exploração de petróleo, incluindo técnicas de perfuração horizontal para atingir o petróleo sob áreas ecologicamente sensíveis e o uso de raios laser para perfurar poços de petróleo.

A perfuração continua em estágios: eles perfuram e então passam e cimentam novos revestimentos, e começam a perfurar novamente. Quando os cortes de rocha da lama revelam a areia oleosa da rocha-reservatório, eles podem ter atingido a profundidade final. Nesse ponto, removem o mecanismo de sondagem do poço e fazem vários testes para confirmar essa descoberta:

•elaboração do perfil do poço - consiste em abaixar sensores elétricos e de gás no poço para fazer medições das formações rochosas lá existentes;

•teste da coluna de perfuração - significa abaixar um dispositivo no poço para medir as pressões, as quais deverão revelar se a rocha-reservatório foi atingida;

•amostras de testemunho - obtenção de amostras de rocha para verificar as características da rocha-reservatório.

Estouros e incêndios

Nos filmes, você vê o petróleo jorrando (um estouro) e talvez até mesmo um incêndio quando os sondadores atingem a profundidade final. Essas condições são verdadeiramente perigosas e são evitadas (espera-se) com o sistema de segurança contra estouros e a pressão da lama da perfuração. Na maioria dos poços, o fluxo do petróleo deve ser iniciado pela acidificação ou fraturamento do poço.

Assim que atinge a profundidade final, a equipe completa o poço para permitir que o petróleo flua para o revestimento de uma maneira controlada. Primeiro, eles abaixam uma pistola de perfuração no poço até a profundidade de produção. A pistola possui cargas explosivas para criar furos no revestimento através dos quais o petróleo possa fluir. Depois que o revestimento é perfurado, eles passam um tubo de pequeno diâmetro (os tubo de produção) no poço como um conduto para que o óleo e o gás fluam do poço. Um dispositivo chamado vedador é enviado para baixo pelo lado externo do tubo de produção e quando ele é instalado no nível de produção, é expandido para formar uma vedação ao redor do exterior do tubo de produção. Finalmente, conecta-se uma estrutura com diversas válvulas chamada árvore de Natal na parte superior do tubo de produção que é cimentada no topo do revestimento. A árvore de Natal permite que a equipe controle o fluxo de óleo do poço.

Assim que o poço é finalizado, eles devem iniciar o fluxo de óleo para o poço. Em rochas-reservatório calcárias, é bombeado ácido para o interior do poço e para fora das perfurações, para que os canais no calcário sejam dissolvidos e conduzam o petróleo para o poço. Para rochas-reservatório de arenito, um fluido de composição especial contendo agentes de escoramento (areia, casca de noz, bolotas de alumínio) é bombeado para o poço e para fora das perfurações. A pressão desse fluido faz pequenas fraturas no arenito que permitem que o petróleo flua para o poço, enquanto os agentes de escoramento mantêm essas fraturas abertas. Assim que o petróleo estiver fluindo, a torre de perfuração é removida do local e o equipamento de produção é erigido para extrair o óleo do poço.


Extração de petróleo


Depois que a torre de perfuração é removida, uma bomba é colocada sobre a cabeça do poço.

Foto cedida por California Department of Conservation (Departamento de Conservação da Califórnia)

Bomba em poço de petróleo

No sistema de bombeamento, um motor elétrico aciona uma caixa de engrenagens que movimenta uma alavanca. A alavanca empurra e puxa uma vareta polida para cima e para baixo. A vareta polida é fixada a uma vareta de sucção, a qual é fixada à bomba. Esse sistema força a bomba para cima e para baixo, criando uma sucção que aspira o petróleo através do poço.

Em alguns casos, o petróleo pode ser muito denso para fluir. Então, um segundo poço é cavado no reservatório, onde é injetado vapor sob pressão. O calor do vapor diminui a viscosidade do óleo no reservatório e a pressão ajuda a empurrá-lo para cima no poço. Esse processo é chamado recuperação intensificada de petróleo.


Recuperação intensificada de petróleo


Com o uso de toda essa tecnologia de perfuração de petróleo e os novos métodos em desenvolvimento, a questão permanece: teremos petróleo suficiente para atender a nossas necessidades? As estimativas atuais sugerem que temos petróleo suficiente para cerca de mais 63 a 95 anos, com base nas descobertas atuais e futuras e nas demandas atuais.




                                        FIM

sábado, 20 de março de 2010

funcionamento da tv digital

                                                             INTRODUÇÃO


Se você procurou recentemente por aparelhos de televisão nas grandes lojas de varejo de produtos eletrônicos, sabe que a TV digital, ou DTV, é o negócio do momento. A maioria das lojas dedica parte de sua área de televisores para os aparelhos de TV Digital, num movimento antecedido primeiro pelas TVs de tela plana, depois pelas Wide Screen e depois pelas TVs de Plasma e LCD.



A menos que você faça parte do pequeno grupo de pessoas que já adquiriu um aparelho de DTV, o que você tem em sua sala de estar é uma TV analógica normal que parece funcionar muito bem, apesar de toda essa agitação.


A maioria das pessoas, confrontada com esse nível de proliferação de produtos, somente pode perguntar: "Afinal, o que está acontecendo?!".

Neste artigo, vamos explorar o mundo da televisão digital para que você possa entender exatamente o que está acontecendo nesse meio.

A TV Digital no Brasil


No Brasil, a estréia da TV Digital ocorreu em 2 de dezembro de 2007, após muita polêmica em torno da tecnologia de transmissão que seria adotada: européia, americana ou japonesa. Em 2000, quando estava tudo certo para a escolha do modelo americano, o governo cogitou um padrão próprio, que implicaria o desenvolvimento no país de uma tecnologia de transmissão de sinal digital, exatamente como aconteceu com o sitema Pal-M para vídeo VHS.

                                                        TELEVISÃO NA ESCOLA

A televisão é concorrente da escola? O que ela ensina? Veja propostas metodológicas de como trabalhar com a TV em sala de aula, com sugestões de atividades para Ensino Fundamental e Médio.

Leia mais no EducaRede

Diante de vários problemas, de muito lobby e do atraso do início das transmissões que a escolha por um padrão próprio acarretaria, optou-se por analisar e testar os três modelos novamente. Quase seis anos depois de iniciadas as discussões sobre a TV Digital, em 29 de junho de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto regulamentando a escolha do padrão japonês para a TV digital brasileira. Na prática, isso quer dizer que a TV digital no país é compatível com a tecnologia atualmente utilizada no Japão.

As transmissões do sinal digital começaram por São Paulo, e vão ser estendidas para o resto do país progressivamente (veja quadro abaixo). Os conversores (também chamados de set-top boxes) que permitem aos televisores receber esses sinais digitais podem ser encontrados em lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, bem como os televisores preparados para a TV digital -geralmente essas TVs vêm identificadas com o selo "HD Ready". O governo brasileiro espera que, até dezembro de 2016, a TV digital substitua a TV analógica no país. Assim como nos EUA, quando isso acontecer, toda a transmissão analógica será interrompida e será necessário ter um conversor ou um televisor compatível com o sistema para poder assistir aos programas de tevê favoritos. As emissoras de televisão devem ter os equipamentos apropriados para transmitir os sinais e os consumidores devem ter os aparelhos de TV para receber tais sinais.


                                       CALENDARIO DA TV DIGITAL NO PAIS

2006 29 de junho: Governo decide adotar padrão japonês para a TV Digital

2007 Julho: começam a ser vendidos os primeiros conversores de sinal analógico-digital

2 de dezembro: começam as transmissões do sinal digital para a Grande São Paulo

2010 Primeiro semestre: Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro começam a receber o sinal digital

Segundo semestre: Salvador e Fortaleza

2011 O sinal digital passa a ser obrigatório em todas as capitais

2013 Transmissoras e retransmissoras de todas as cidades do país são obrigadas a passar o sinal digital

2016 O sinal analógico de televisão sai do ar. Quem não tiver um aparelho HD ou um conversor de sinal, não poderá ver tevê

Fonte: Anatel

A TV Digital nos EUA

A FCC (Federal Communications Commission) estabeleceu 17 de fevereiro de 2009 o prazo final para a transição do sistema analógico para o digital. Mas o prazo foi prorrogado, e o país passou para o digital dois meses depois, quando toda a transmissão analógica foi interrompida e os consumidores necessitaram de caixas conversoras para receber a programação em suas TVs antigas. Este prazo final foi postergado várias vezes nos últimos anos, tendo em vista a incapacidade de emissoras e consumidores em atender aos critérios da FCC para uma transmissão bem sucedida.

                                               ENTENDENDO A TV ANALOGICA


Para entender a TV digital, é útil entender a TV analógica para que você possa ver as diferenças (se você leu Como funciona a televisão, então sabe como a TV analógica funciona e poderá querer pular esta seção). Ela fornece um rápido resumo sobre o funcionamento da TV analógica.

Informações básicas

O padrão de TV analógica é utilizado nos Estados Unidos há cerca de 50 anos. Para repassar rapidamente, aqui estão os fundamentos da transmissão de televisão analógica:

•uma câmera de vídeo obtém uma imagem de uma cena. Isso ocorre a uma taxa de 30 quadros por segundo;

•a câmera rasteriza a cena. Ou seja, a câmera transforma a imagem em fileiras de pontos individuais chamados pixels. Para cada pixel é designada uma cor e uma intensidade;

•as fileiras de pixels são combinadas com sinais de sincronização, chamados sinais de sincronismo horizontal e sincronismo vertical, de modo que a eletrônica no interior do aparelho de TV saberá como exibir as fileiras de pixels.

Esse sinal final, que contém a cor e a intensidade de cada pixel em um conjunto de fileiras, junto com os sinais de sincronismo horizontal e vertical, é chamado de sinal de vídeo composto. O som é completamente independente. Quando você olha na parte posterior de seu vídeo cassete e vê o plugue amarelo, esse é o plugue do vídeo composto. O som pode ser um plugue branco (nos vídeo cassetes que não lidam com som estéreo) ou um plugue vermelho e um plugue branco (em vídeo cassetes estéreo).


Usando o sinal


Há uma série de coisas diferentes que você pode fazer com um sinal de vídeo composto e um sinal de som. Aqui estão algumas:

•você pode transmiti-los como ondas de rádio. Quando você conecta uma antena interna para melhorar a imagem de seu aparelho de TV e capta as estações locais de graça, está recebendo a transmissão de televisão proveniente das estações locais de TV;

•você pode gravá-los em um vídeo cassete;

•você pode transmiti-los por meio de um sistema de TV a cabo junto com centenas de outros sinais compostos.

Muitos tipos diferentes de equipamentos compreendem os sinais de vídeo composto.

Transmitindo um sinal de TV

Quando um sinal de vídeo composto é transmitido por meio de ondas aéreas por uma estação de TV, isso acontece em uma freqüência específica. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, essas freqüências são os conhecidos canais 2 a 13 em VHF e 14 a 83 em UHF.

O sinal de vídeo composto é transmitido como um sinal AM (de amplitude modulada) e o som, como um sinal FM (de freqüência modulada) nesses canais. Veja Como funciona a televisão para detalhes sobre a transmissão e Como funciona o rádio para detalhes sobre AM e FM. A FCC (agência federal que controla as telecomunicações nos EUA) reservou três bandas de freqüências no espectro de rádio, divididas em faixas de 6 MHz, para acomodar esses canais de TV:

•54 a 88 MHz para os canais 2 a 6

•174 a 216 MHz para os canais 7 a 13

•470 a 890 MHz para os canais UHF 14 a 83

Veja Como funciona o rádio para detalhes.

Quando seu vídeo cassete quer exibir seu sinal em uma TV analógica normal, ele pega o sinal de vídeo composto e o sinal de som da fita e então modula esses sinais em uma portadora de 60 MHz (canal 3) ou 66 MHz (canal 4), similar ao que uma estação de TV faria. Entretanto, em vez de transmiti-lo, o vídeo cassete envia o sinal direto para a TV. Um receptor de cabo ou de satélite faz a mesma coisa.

Hoje se fala muito em "sistemas de satélite digital" e "sistemas de cabo digital", mas eles não são a DTV. Esses aparelhos conversores recebem um sinal digital do satélite ou cabo. Entretanto, assim que é recebido, o sinal é convertido em um sinal analógico e enviado para sua TV analógica no canal 3 ou 4. Essa não é a verdadeira "televisão digital": é um sinal de vídeo composto normal para televisão analógica convertido em um formato digital para transmissão e, em seguida, convertido novamente para analógico para exibição.

A verdadeira TV digital, por outro lado, é completamente digital e envolve:

•câmeras digitais funcionando com uma resolução muito maior do que as câmeras analógicas;

•transmissão digital;

•exibição digital com uma resolução muito maior.

Na próxima seção você poderá ver a diferença na resolução.


Comprando um aparelho de TV digital


Se você for a uma loja de produtos eletrônicos para comprar um novo aparelho de TV, verá quatro tipos de aparelhos na prateleira:

•aparelhos de TV analógica;

•aparelhos prontos para digital - eles deveriam ser chamados de aparelhos de SDTV. Essas TVs são normalmente telas 480p com um sintonizador analógico (para os canais normais de 2 até 83) embutido. O problema com esses aparelhos é que sua resolução máxima é a baixa resolução SD 480p, que elimina as resoluções HD e torna a TV essencialmente inútil no futuro, se você planeja assistir a programas em HDTV;

•aparelhos prontos para HDTV - esses aparelhos são essencialmente monitores de computador capazes de exibir resolução 1080i/p na proporção de aspecto de 16:9. Eles podem ou não possuir sintonizadores analógicos embutidos;

•aparelhos HDTV integrados - esses aparelhos possuem um sintonizador digital para a transmissão de sinais DTV integrado em uma tela HDTV. Com os padrões mudando tanto, você pode terminar pagando um sintonizador integrado que se torne obsoleto.

A maneira preferida de lidar com a HDTV é adquirir os componentes separadamente:

•uma tela HDTV de 16:9 ccom resolução 720p e 1080i/p

•um receptor digital

•uma antena

Como a tela HDTV será o item mais caro e provavelmente durará 10 anos ou mais, comprar os componentes dessa maneira permite que você troque o receptor em caso de necessidade. Atualmente, existem três tipos de receptores:

1.você pode comprar um conversor e uma antena Yagi para receber os sinais de transmissão de HDTV;

2.pode adquirir um conversor e uma pequena parabólica de satélite para receber sinais HDTV provenientes de um satélite;

3.você também pode comprar uma placa para seu computador, como a placa accessDTV, junto com uma antena Yagi, e usá-la para receber sinais tanto para seu monitor de computador quanto para sua tela HDTV.

A placa accessDTV permite que você use seu disco rígido como um meio de armazenamento para as transmissões de TV digital recebidas. Ela salva todo o sinal de 19,39 Mbps (incluindo todos os subcanais) em seu disco rígido.

O que muda na minha TV?


Na teoria, nada muda na sua TV a partir do início das tranmissões dos sinais digitais. Na prática, quem tem aparelho de televisão full HD ou HDTV Ready passar a receber imagens de alta definição, em que os detalhes que passam desapercebidos nas transmissões analógicas finalmente aparecem na telinha. Quem tem um aparelho analógico terá de comprar um conversor para melhorar a imagem. Os assinantes de TV a cabo terão de trocar o decodificador da TV paga para melhorar a definição da imagem. E o custo será do cliente.



Os sinais digitais chegarão à sua TV via antena UHF (interna ou externa). Quem tem TV analógica deve ligar a antena no conversor de sinal. Alguns televisores full HD já vêm com conversor embutido. Neste caso, a antena deve ser conectada diretamente no aparelho. Sem o conversor, as imagens não aparecem na telinha.


Como funciona o sistema no Brasil

Com a adoção da TV Digital, as emissoras passam a gravar seus programas de duas formas:

•alta definiçao (HDTV) e formato widescreen

•definição padrão (SDTV) e formato tradicional.

O som poderá ser surround 5.1 ou estéreo, e as emissoras poderão adicionar interatividade na sua programação. Como shopping e votação em tempo real.

O sistema de TV digital brasileiro é o primeiro a adotar o padrão de codificação e compressão MPEG 4, de modo a permitir que os sinais de áudio e vídeo se tornem menores e mais fáceis de transmitir e que possam ser transmitidos juntos em um único feixe de dados. Isso evita, por exemplo, a dessincronia entre imagem e som. Esse processo de tratar imagem, som e interatividade juntos se chama multiplexação.
Depois da multiplexação, os dados ganham um novo formato (o sinal digital) para poderem viajar pelo ar da antena da transmissora até a antena UHF da sua casa. O padrão japonês foi escolhido justamente por oferecer maior robustez nesse processo, chamado de modulação. As antenas UHF captam o sinal digital e o envia para o conversor ligado à sua tevê.

TV 2.0

Portais e emissoras investem cada vez mais na chamada TV 2.0, que permite ao usuário ser mais participativo. Isso aumenta as possibilidades na Internet para a área de educação.

Interatividade

Ainda não é possível interagir com a programação, como permite a tecnologia da TV Digital. Isto porque o Ginga, um software que lê as informações de interatividade e que foi desenolvido no Brasil, ainda não foi incluído nos conversores disponíveis no mercado. Por enquanto, a única interatividade possível na TV digital é o guia de programação, quando fornecido pela emissora de TV.

Quanto custa

Para poder aproveitar a TV digital, o telespectador terá de desembolsar algumas centenas de reais. O pacote básico: antena UHF interna e conversor básico custa em torno de R$ 500. Plugados na sua TV analógica, eles exibem imagens digitais, mas não em alta definição. O pacote de alta definição, composto por TV Full HDTV (plasma ou LCD), conversor com conexão HDMI e compatível com o sinal de alta definição e antena externa UHF podem ultrapassar facilmente a casa dos R$ 5.000, dependendo do tamanho do aparelho de TV.

segunda-feira, 15 de março de 2010

skoool™

skoool™

sábado, 13 de março de 2010

AR CONDICIONADO ,MANUTENÇÃO, INSTALAÇÃO:

AR CONDICIONADO CONVENCIONAL

http://www.youtube.com/watch?v=5qXZ02EHSrM&feature=player_embedded


Normas gerais para instalação do ar - O aparelho deve ser instalado em relação ao solo a uma altura entre 1,50 m e 1,80 m.

- Se não for possível, deve -se observar uma distância mínima de 0,50 m de qualquer parede.
- Procure instalar o aparelho mais centralizado possível de preferência voltado para a maior área do quarto ou da sala, escritório, etc.
- Se for colocar mais de um aparelho numa mesma parede mantenha uma distância mínima de 1,5 m entre eles.
- O buraco na parede deve permitir o encaixe perfeito de um caixilho , para a fixação do aparelho. A espessura dessa madeira deve ser no mínimo de 2,5 cm.
- As aberturas laterais e superiores do aparelho devem ser sempre voltadas para o exterior e totalmente desobstruídas para que a movimentação do ar no compressor e condensador se processe normalmente.
- A espessura máxima da alvenaria é de 17cm.
- Normalmente pode-se colocar o ponto de força (a tomada) à esquerda ou à direita do aparelho.
- Não se deve cortar ou deixar cortar a fiação elétrica que vem de fabrica.
- Não importa o lado de saída do rabicho (fiação que liga aparelho a tomada) ele pode ser reposicionado do lado que se queira, no momento da instalação, através da retirada da frente plástica do ar.
- Se houver necessidade deve-se trazer a tomada exclusiva para mais perto do aparelho.
- Os aparelhos devem ser instalados com uma pequena inclinação de 1cm na base. Para facilitar o escoamento da água.
- Pode-se fazer uma ligação simples (com um tubo de plástico) do ponto de dreno à rede de drenagem ou a áreas por onde a água possa escoar (jardim, etc.) evitando o pingamento em áreas não apropriadas.
- É normal pingar agua do condicionador.

Eletrica: DisjuntoresUsar disjuntores de boa qualidade, do tipo retardado, com capacidade de 25 a 50% acima da corrente nominal do aparelho.

Ex. para um Condicionador de Ar de 10 A , usar um disjuntor de 12.5 A - 15.0A.
Os disjuntores para proteção devem ser localizados a uma distância máxima de 2 (dois) metros do aparelho.
Fonte: Consul

ASSISTA O VIDEO ABAIXO

http://www.youtube.com/watch?v=5qXZ02EHSrM

1. Procedimento comum a todos


Para fazer a instalação, existem três procedimentos específicos para serem seguidos:
os procedimentos específicos são para: instalação em parede (siga para passo 4), instalação em janela (siga para passo 15), e instalação em vitrô (siga para passo 19).
Após desembalar o produto, remova os dois parafusos localizados nas laterais das capa externa. Esses parafusos servem exclusivamente para o transporte do Condicionador de ar, não sendo necessária sua recolocação (no caso de aparelhos Consul).
2. Procedimento comum a todos

Retire os dois parafusos existentes nas laterias do painel frontal, e então remova.
3. Procedimento comum a todos

Utilizando o puxador, retire o chassis de dentro da capa externa, conforme a figura. Se você quiser instalar o produto na parede siga para o passo 4, na janela 15 e no vitrô 19.

Veja a descrição da imagem:


1. Capa externa      


2. Chassi

3. Painel frontal

4. Preparando a instalação

Escolha entre o caixilho de madeira ou caixa de concreto para fixação.

5. Local de instalação

Faça uma abertura na parede em local livre de pilares, vigas, canalizações de água e eletrodutos, com as seguintes medidas:

Largura 74cm e Altura 47cm.

(Atenção: estas são as medidas mais comuns, mas podem variar de acordo com a marca escolhida e modelo do aparelho, antes de qualquer decisão consulte o Manual do Proprietario.)

.6. Aparafusando o caixilho
Deixar tacos de madeira para parufusar o caixilho.

7. Montando o caixilho
Deixar o caixilho com as seguintes medidas internas:

Altura 41cm, Largura 68 cm, Profundidade 30 cm.

(Obs: espessura da madeira 2,5cm).

8. Caixa de concreto

Se optar por faixa de concreto, esta deve ter aberturas laterais que não obstruam as venezianas, para permitir a circulação de ar.

Fixe a o parelho na caixa de concreto e apoie o aparelho em calços de borracha para absorver vibrações.


9. Fixando a capa


Montar conforme a figura e fixar a capa no caixilho com parafuso de madeira.

Nunca chumbar com argamassa.
10. Vedação

Colocar a vedação entre o Condicionador de ar e o caixilho de madeira.

11. Vedação no concreto
Se for de concreto, vedar até os limites das venezianas laterais.

12. Inclinação do aparelho 

Observe a inclinação correta do seu Condicionador de ar, para que a água condensada escorra adequadamente pelo dreno.

É importante lembrar que só pingará pelo dreno o excesso de água, pois ela será primeiramente utilizada para resfriar o condensador (trocador de calor externo), aumentando o rendimento do produto e diminuindo o consumo de energia.

13. Para paredes espessas

Em paredes espessas, que obstruam venezianas, devem-se fazer chanfros de 45º desde o limite do caixilho até a face externa da parede.

14. Circulação de ar

Em situações onde a circulação de ar seja dificultada, consulte a Assistência Técnica antes de instalar o aparelho.

15. Preparando a instalação

Apoie o aparelho sobre o peitoral da janela sempre que possível, utilizando suportes de ferro.

16. Adequando o caixilho
Siga as mesmas instruções para a instalação na parede (passo 4), mas com um caixilho de profundidade adequada e conforme a janela a ser instalada.

17. Fixando o condicionador na parede


Escolha o suporte metálico e fixe-o na parede de modo a proporcionar a correta inclinação do Condicionador de ar.

18. Vedação

Vede muito bem entre o Condicionador de ar e a janela, remotando o vidro, previamente recortado, no espaço que sobra, em torno da frente do aparelho.

Pequenas aberturas devem ser vedadas com massa de calefetar .

19. Escolhendo o local

Escolha o suporte e evite fixa-lo na própria esquadria.

Fixe-o na parede, evitando qualquer contato entre o Condicionador de ar e o vitrô, para evitar vibrações.

20. Preparando a instalação

Apóie o aparelho sobre os calços de borracha para garantir um funcionamento mais silencioso.

21. Vedação

Para melhor vedação e acabamento, use arremates plásticos no vidro.


                                                           FIM

sexta-feira, 12 de março de 2010

orkut - início

EM BREVE POSTAREI UMA VEZ POR SEMANA,VARIOS ASSUNTOS COMO,POR EXEMPLO,PEQUENOS CONSERTOS DO LAR,COM O TITULO APRENDA FAZENDO.

 

2008-05-15-51168 

orkut - início

INTRODUÇÃO ... SURF


A idéia básica do surfe existe há milhares de anos. Provavelmente começou quando os pescadores polinésios descobriram que pegar uma onda era uma forma rápida de se chegar à margem. No Havaí, o surfe tornou-se gradualmente um esporte e uma expressão de status social - quanto maior a prancha, mais importante é o papel dos surfistas na comunidade.

   EXISTEM ALGUNS REQUISITOS ESPECIFICOS ÀS CONDIÇÕES DE UM BOM SURF.


Quando missionários e colonizadores chegaram ao Havaí, em 1700, a reputação do surfe piorou. Alguns recém-chegados ficaram horrorizados com a idéia de homens e mulheres com roupas apertadas surfarem juntos. Os missionários proibiram o esporte, e a população nativa da ilha recuou diante de uma afluência de colonizadores. Como resultado, a prática do surfe diminuiu até 1900, quando surfistas como George Freeth e Duke Kahanamoku ganharam a atenção do público e da mídia. Isso despertou o renascimento do surfe como uma atividade recreativa.
Como o surfe ganhou popularidade, ele mudou radicalmente. As pranchas havaianas tinham de 3 a 4,9 metros de comprimento e eram feitas de madeira maciça. Podiam carregar uma pessoa das arrebentações à margem, mas eram pesadas e difíceis de controlar. Os surfistas do século XX fizeram melhorias nas pranchas, o que permitiu que eles controlassem como se movimentar nas ondas (em inglês). O uso de novos materiais criou pranchas mais leves e mais fáceis de controlar, enquanto as quilhas e os novos formatos da prancha acrescentaram estabilidade e mobilidade. Em vez de simplesmente levar uma prancha à praia e tentar ficar boiando, os surfistas podiam mudar rapidamente a direção, posicionarem-se com precisão para o impacto de uma onda e mesmo jogarem-se da crista de uma onda.
A capacidade de equilibrar-se e fazer manobras em águas (em inglês) rápidas é surpreendente, mas não é a única coisa incrível do surfe. Existem alguns requisitos específicos às condições de um bom surfe, e essas condições existem somente ao longo das costas do mundo. A construção artificial de ondas ou a mudança da forma como as ondas naturais quebram é difícil, ou até mesmo, impossível - em outras palavras, você pode surfar apenas onde estão as ondas apropriadas. Apesar dessa limitação, o surfe criou um gênero musical, vários filmes, muitas gírias e uma cultura inteira.
Uma razão por trás da popularidade do surfe é que ele não precisa de muitos apetrechos para se começar. Na próxima seção, trataremos das pranchas de surfe.

quinta-feira, 11 de março de 2010

dicas sobre computadores

 VALE A PENA DEIXAR O COMPUTADOR LIGADO O TEMPO TODO?

Essa é uma daquelas perguntas para a qual não se tem apenas uma resposta certa. Em outras palavras, depende de como usamos o nosso computador.
Há pelo menos três situações que nos forçam a deixar nosso computador 24 horas por dia ligado:
•quando estamos em uma rede, e os administradores executam backups dos arquivos (cópias de segurança) e atualizam seus programas à noite. Se esse é o caso e desejamos que nossa máquina seja atualizada e sejam geradas as cópias de segurança, então precisamos deixá-la ligada o tempo todo;
•quando estamos usando nossa máquina como uma espécie de servidor. Por exemplo, o HowStuffWorks possui uma máquina que cria as imagens para o artigo Como funcionam as webcams. Ela precisa ficar ligada 24 horas por dia. Se nossa máquina atua como servidor de arquivo, servidor de impressão, servidor web, etc., em uma rede LAN (local área network) ou na Internet, então precisamos deixá-la ligada o tempo todo;

•se estamos executando algo como SETI@home e desejamos produzir o máximo possível, precisamos deixar nossa máquina ligada o tempo todo.

Se não nos incluímos em nenhuma dessas categorias, então temos a possibilidade de escolher se queremos ou não deixar nossa máquina ligada.

Uma razão para você desejar desligá-la diz respeito à economia. Um PC padrão consome em torno de 300 watts. Vamos supor que usamos nosso PC por quatro horas todos os dias, então as outras 20 horas em que ele fica ligado representam um desperdício de energia. Se a energia elétrica custa 10 centavos por quilowatt-hora (kWh), por exemplo, então 20 horas representam 60 centavos por dia, o que totalizaria mais de R$ 200 por ano.
É possível usar os recursos de uma máquina moderna e cortar esta quantia pela metade. Por exemplo, podemos ter o monitor e o disco rígido desligados automaticamente quando não estiverem em uso. Estamos ainda gastando mais de R$100 por ano.
O principal argumento para deixar nosso computador ligado o tempo todo é que ligando e desligando o PC várias vezes, estressamos os seus componentes. Por exemplo, quando o chip da CPU está em uso, ela pode ficar relativamente quente e, quando o desligamos, a CPU esfria novamente. A dilatação e contração pelo calor provavelmente tem algum efeito nos pontos de solda que sustentam o chip e nos pequenos detalhes do chip. Mas há dois modos de examinar a questão:
•se isso fosse um problema relevante, as máquinas falhariam o tempo todo. De fato, os equipamentos são muito confiáveis (com os programas já é outra história, e existe muito a ser dito para as reinicializações todos os dias);
•você conhece alguém que deixe a TV ligada 24 horas por dia (quer dizer, literalmente)? As TVs possuem muitos dos mesmos componentes dos computadores. Elas certamente não apresentam problemas por serem ligadas e desligadas;
•a maioria dos vendedores irá vender a você uma garantia de 3 anos. Se você está preocupado com isso, gaste parte do dinheiro que está economizando desligando sua máquina, e contrate o serviço. Após três anos, você estará ganhando.

3-  DICAS PARA ESCONDER A TELA DO SEU MICRO NO TRABALHO

por Dave Roos - traduzido por HowStuffWorks Brasil
O escritório moderno apresenta um problema singular. A tecnologia que você usa para fazer seu trabalho é a mesma que você usa para se divertir: um computador com acesso à Internet de alta velocidade.
Você está matando o trabalho, navegando no Facebook, e seu chefe chega de repente. O que você faz pra ele não descobrir sua procrastinação?
Quando o equipamento de escritório consistia de uma máquina de escrever e um mimeógrafo, não havia muitas tentações. Mas agora, do conforto do seu cubículo você pode falar com seus amigos por mensagem instantânea, checar os resultados dos jogos, comprar novos sapatos, assistir a vídeos tolos no YouTube, ler o jornal The New York Time inteiro, jogar videogames e mandar um e-mal para a sua avó.
O que um escravo do cubículo tem a fazer? Você tem de aprender técnicas honoráveis de manter sua procrastinação online um segredo. O truque mais importante é manter longe de vista quaisquer janelas de chat ou de navegador que contenham atividades não relacionadas ao trabalho ao primeiro sinal de que seu chefe está se aproximando. Aqui vão três simples formas de manter a tela do seu computador pra você:

1-  CORRA PARA AREA DE TRABALHO

A maneira mais fácil de tirar qualquer janela suspeita de sua tela (e rápida!) é ir direto à área de trabalho. Nos micros com Windows, o atalho para "limpar" a área de trabalho é pressionar as teclas Windows + D. Nos Mac rodando OS X, pressione a tecla F11. Agora, a única desvantagem aqui é que seu chefe pode se perguntar porque você está sentado olhando para sua área de trabalho vazia. Finja que você está procurando uma pasta, ou pegue o telefone e comece a discar um número qualquer.

 2- A BOA E VELHA MUDANÇA REPENTINA

Se você vai bater-papo ou surfar em sites que não são do trabalho, certifique-se de manter ao menos alguns programas e aplicações relacionadas ao trabalho abertas. Dessa forma você pode rapidamente voltar a um documento Word ou a uma planilha Excel abertos quando a cabeça do seu chefe surgir no seu cubículo. A melhor maneira de alternar rapidamente entre aplicações abertas no PC com Windows é segurar as teclas ALT + Tab. No Mac, aperte as teclas Maçã + Tab.

 3- O BOTÃO DO CHEFE

Acredite ou não, há vários programas disponíveis para download que escondem instantaneamente todas as janelas abertas do seu navegador ou de aplicativos. Esses programas - muitas vezes chamados de Botão do Chefe - podem ser configurados para ativar quando o usuário pressiona determinadas teclas ou arrasta o cursor do mouse para um dos cantos da tela. O que é legal nesses programas é que você pode dizer a eles que aplicações fechar e quais deixar abertas no caso de uma emergência. Por exemplo, se seu chefe aparecer, você pode deixar abertos o Excel e o PowerPoint, mas fechar o MSN, o iTunes, o Twitter e o Facebook.
No fim das contas, claro, você não está realmente enganando ninguém. Se seu chefe suspeitar que você não está fazendo nada durante o trabalho, tudo o que ele tem a fazer é pedir para o administrador de sistemas abrir o log de todas as suas atividades online. Por isso, se você vai gastar metade do seu dia lidando com a organização do campeonato de futebol society no final de semana, ao menos termine seu trabalho antes.

COMO FUNCIONA A LOGICA BOOLEANA
Introdução


Você já se perguntou como um computador é capaz de fazer coisas como controle do orçamento doméstico, jogar xadrez, ou verificar a ortografia em um documento? Há bem pouco tempo, essas coisas só podiam ser feitas por humanos. Agora, os computadores as fazem com aparente facilidade. Como um "chip" feito de silício e fios pode fazer algo que, aparentemente, só poderia ser realizado pelo cérebro humano?
Para entender a resposta para essa pergunta, primeiro você precisa conhecer algo chamado lógica booleana. A lógica booleana, originalmente desenvolvida por George Boole em meados de 1800, permite que uma série de coisas pouco prováveis sejam mapeadas em bits e bytes. O que há de genial sobre a lógica booleana é que, uma vez entendido seu processo, ela (ou pelo menos a parte necessária para compreender as operações de um computador) é absurdamente simples. Neste artigo, vamos começar discutindo "portas" lógicas simples, e depois veremos como transformá-las em algo útil.

Portas simples


Há três, cinco ou sete portas simples que precisamos conhecer, dependendo de como se queira contá-las (logo veremos o motivo). Com elas, podem-se construir combinações que implementarão qualquer componente digital imaginável. Essas portas parecerão um pouco limitadas e incrivelmente simples, mas veremos algumas combinações interessantes nas seções seguintes que as tornarão bem mais inspiradoras. Se você ainda não leu Como funcionam os bits e os bytes, será útil fazê-lo antes de continuar.

A porta mais simples chama-se "inversor", ou porta NOT. Ela usa um bit como entrada e produz seu oposto como saída. Segue abaixo, a tabela lógica para a porta NOT e seu símbolo comummente usado em diagramas de circuitos:



                                      A      Q
                                      0       1                     PORTA NOT
                                      1       0

Nesta figura, perceba que a porta NOT tem uma entrada chamada A e uma saída chamada Q ("Q" é usada para a saída porque se usarmos "O" (do inglês "output") ela pode se confundir com zero). A tabela mostra o comportamento da porta. Ao atribuirmos o valor 0 a A, Q produz um 1. Ao atribuirmos o valor 1 a A, Q produz um 0. Simples.

A porta AND executa uma operação lógica "e" sobre duas entradas, A e B:
                                                                                                                   A  B  Q
                                                                                                                   0   0   0
                                                                                                                   0   1   0
                                                                               1   0   0
                                                                                                                   1   1   1                             Porta AND


A B Q

0 0 0 Se A = 0 E B = 0, Q = 0.

0 1 0 Se A = 0 E B = 1, Q = 0.

1 0 0 Se A = 1 E B = 0, Q = 0.

1 1 1 Se A = 1 E B = 1, Q = 1.

A próxima é a porta OR. Sua idéia básica é "Se A = 1 OU B = 1 (ou se ambas forem iguais a 1), então Q = 1."

                                                                       PORTA OR

A B Q

0 0 0

0 1 1                                                                                                                                                          1 0 1

1 1 1


Portas simples

Há três, cinco ou sete portas simples que precisamos conhecer, dependendo de como se queira contá-las (logo veremos o motivo). Com elas, podem-se construir combinações que implementarão qualquer componente digital imaginável. Essas portas parecerão um pouco limitadas e incrivelmente simples, mas veremos algumas combinações interessantes nas seções seguintes que as tornarão bem mais inspiradoras. Se você ainda não leu Como funcionam os bits e os bytes, será útil fazê-lo antes de continuar.

A porta mais simples chama-se "inversor", ou porta NOT. Ela usa um bit como entrada e produz seu oposto como saída. Segue abaixo, a tabela lógica para a porta NOT e seu símbolo comummente usado em diagramas de circuitos:





Porta NOT

A Q

0 1

1 0





Nesta figura, perceba que a porta NOT tem uma entrada chamada A e uma saída chamada Q ("Q" é usada para a saída porque se usarmos "O" (do inglês "output") ela pode se confundir com zero). A tabela mostra o comportamento da porta. Ao atribuirmos o valor 0 a A, Q produz um 1. Ao atribuirmos o valor 1 a A, Q produz um 0. Simples.



A porta AND executa uma operação lógica "e" sobre duas entradas, A e B:





Porta AND

A B Q

0 0 0

0 1 0

1 0 0

1 1 1





A idéia por trás de uma porta AND é, "Se A = 1 E B = 1, então Q = 1." Podemos notar este comportamento na tabela lógica desta porta. A tabela deve ser lida linha por linha, assim:





Porta AND

A B Q

0 0 0 Se A = 0 E B = 0, Q = 0.

0 1 0 Se A = 0 E B = 1, Q = 0.

1 0 0 Se A = 1 E B = 0, Q = 0.

1 1 1 Se A = 1 E B = 1, Q = 1.







A próxima é a porta OR. Sua idéia básica é "Se A = 1 OU B = 1 (ou se ambas forem iguais a 1), então Q = 1."





Porta OR

A B Q

0 0 0

0 1 1

1 0 1

1 1 1





Essas são as três portas básicas (uma maneira de contá-las). É bastante comum que se reconheçam outras duas também: a porta NAND e a porta NOR. Essas são combinações simples da porta AND ou da porta OR com a porta NOT. Se as incluirmos, a contagem subirá para cinco. Este é o funcionamento básico das portas NAND e NOR (elas são apenas inversões das portas AND e OR):
                                                                      Porta NOR 
A B Q


0 0 1

0 1 1

1 0 1

1 1 0

As duas últimas portas que podem aparecer na lista são as portas XOR e XNOR, também conhecidas como portas "OR exclusivo" e "NOR exclusivo", respectivamente. Estas são suas tabelas:


Porta XOR
A B Q


0 0 1

0 1 1

1 0 1

1 1 0

As duas últimas portas que podem aparecer na lista são as portas XOR e XNOR, também conhecidas como portas "OR exclusivo" e "NOR exclusivo", respectivamente. Estas são suas tabelas:



A BQ                                                                                                                                                                            

0 0 0

0 1 1

1 0 1

1 1 0

Porta XNOR

A B Q

0 0 1

0 1 0

1 0 0

1 1 1

A idéia por trás da porta XOR é: "se A= 1 OU B = 1, mas NÃO ambas, então Q = 1." O motivo pelo qual XOR pode não constar de uma lista de portas é porque ela pode ser facilmente implementada com o uso das três portas listadas originalmente. Esta é uma implementação:

Se tentarmos todos os quatro padrões diferentes para A e B e os rastrearmos através do circuito, veremos que Q se comporta como uma porta XOR. Como existe um símbolo bastante compreensível para as portas XOR, costuma ser mais fácil pensar em XOR como uma "porta padrão" e usá-la da mesma maneira que as portas AND e OR nos diagramas de circuitos.

                                                                     SOMADORES SIMPLES
                   Somadores simples


No artigo sobre bits e bytes, você conheceu a adição binária. Nesta seção, você verá como podemos criar um circuito capaz de executar a adição binária com o uso das portas descritas na seção anterior.

Comecemos com um somador de um único bit. Digamos que, em um dado projeto, seja necessária a adição de bits para que se obtenha uma resposta. Começamos a projetar o circuito verificando todas as combinações lógicas. Podemos fazer isso a partir das quatro seguintes somas:

0 0 1 1

+ 0 + 1 + 0 + 1

0 1 1 10

Tudo vai bem, até que aparece 1 + 1. Nesse caso, você terá de se preocupar com aquele carry bit (bit de transporte) irritante. Se não se importar em transportá-lo (pois, afinal, trata-se de um problema de adição de 1 bit), você poderá resolver esse problema com uma porta XOR. Do contrário, talvez possa reescrever as equações de modo que sempre sejam incluídos 2 bits de saída, assim:

0 0 1 1

+ 0 + 1 + 0 + 1

00 01 01 10

A partir dessas equações, podemos formar a tabela lógica:

Somador de 1 bit com Carry-Out

A B Q CO

0 0 0 0

0 1 1 0

1 0 1 0

1 1 0 1

Observando a tabela, vemos que é possível de se implementar Q com a porta XOR e CO (carry-out) com a porta AND. Simples.

E se quisermos somar dois bytes de 8 bits? Aí fica um pouco mais complicado. A solução mais simples é modularizar o problema em componentes reutilizáveis e replicar os componentes. Nesse caso, é necessária a criação de apenas um componente: um somador binário completo.

A diferença entre um somador completo e o somador que vimos anteriormente é que o somador completo aceita uma entrada A e uma B junto com uma entrada carry-in (CI - "vem um"). Com um somador completo, poderemos enfileirar oito deles para criar um somadorda largura de um byte e deixar transitar o bit de transporte, em cascata, de um somador para o próximo.
A tabela lógica para um somador completo é um pouco mais complicada do que as tabelas que usamos antes, porque agora temos 3 bits de entrada. Fica assim:

Somador Completo de 1 bit com Carry-In e Carry-Out

CI A B Q CO

0 0 0 0 0                      0 0 1 1


+ 0 + 1 + 0 + 1

0 1 1 10


0 0 1 1 0

0 1 0 1 0

0 1 1 0 1

1 0 0 1 0

1 0 1 0 1

1 1 0 0 1

1 1 1 1 1

Há muitas maneiras de se implementar essa tabela. Vamos apresentar um método de fácil compreensão. Verificando o bit Q, vemos que os 4 bits superiores comportam-se como uma porta XOR com relação a A e B, enquanto os 4 bits inferiores comportam-se como uma porta XNOR com relação a A e B. Da mesma maneira, os 4 bits superiores de CO comportam-se como uma porta AND com relação a A e B, e os 4 bits inferiores comportam-se como uma porta OR. Levando em consideração os fatos, o seguinte circuito implementa um somador completo:


Definitivamente, esse não é o método mais eficiente para se implementar um somador completo, mas é de fácil compreensão e bastante lógico. Se for do seu interesse, veja o que se pode fazer para implementar a mesma lógica com menos portas.


Agora, temos uma peça funcional chamada "somador completo". Um engenheiro de computação, então, desenvolve uma "caixa preta", para que os dados fiquem registrados e ele possa deixar de se preocupar com os detalhes do componente. Uma caixa preta para um somador completo seria assim:

Com a caixa preta, é fácil desenvolver um somador completo de 4 bits



                                  
 
 
 


Neste diagrama, o carry-out de cada bit alimenta diretamente o carry-in do próximo bit. Um 0 é conectado ao primeiro bit do tipo carry-in. Se inserirmos dois números de 4 bits nas linhas A e B, a soma de 4 bits aparecerá nas linhas Q com um 1 bit adicional para o último bit do tipo carry-out. Esse encadeamento pode se estender tanto quanto desejável, usando 8, 16 ou 32 bits.


O somador de 4 bits que acabou de ser criado é chamado de somador com propagação do carry (ripple-carry adder). Ele tem esse nome porque os bits de transporte "propagam" de um somador até o próximo. Essa execução é vantajosa por sua simplicidade, mas inconveniente pelos problemas de velocidade. Em um circuito real, as portas levam tempo para mudarem de estado (uma questão de nanossegundos, mas, em computadores de alta velocidade, nanossegundos são significativos). Assim, somadores com propagação do carry de 32 ou 64 bits devem levar de 100 a 200 nanossegundos para terminar sua soma final por causa da propagação do carry . Por esse motivo, os engenheiros criaram somadores mais avançados chamados somadores com carry antecipado (carry-lookahead adders). O número de portas necessárias para implementar o somador com carry antecipado é grande, mas seu tempo para terminar a soma é muito menor.